sábado, 11 de dezembro de 2010

Sinônimo de igualdade


A pauta sobre o Aquecimento Global é cada vez mais abordada pela mídia, nas escolas, universidades, palestras, conferências e até mesmo em nossas casas. A preservação do meio ambiente já é algo estudado, discutido e debatido por todos nós. A procura de novas fontes energéticas, da diminuição dos gases poluentes e da preservação da água potável é realizada pela grande maioria das nações mundiais.

Segundo países patrocinadores da resolução do problema da falta de água potável e saneamento básico das diversas nações do planeta, cerca de 884 milhões de pessoas carecem desse recurso mineral. Mais de 2,6 milhões não têm saneamento básico e cerca de 1,5 milhão de crianças menores de cinco anos morrem a cada ano por causa de doenças provenientes da falta desses recursos básicos.

Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ocorrida em julho deste ano, a ONU aprovou uma resolução afirmando o direito universal à água potável e ao saneamento. Entretanto, mais de 40 países se abstiveram, contestando que o tema não está contemplado no direito internacional.

Mesmo se os problemas relacionados ao meio ambiente fossem solucionados daqui há alguns anos, a água potável não seria usufruída por todas as populações, nem muito menos seria encontrada na grande maioria dos lares. Água potável para todos é sinônimo de igualdade. E igualdade na atual configuração da sociedade capitalista mundial é utopia.

Contudo, deve-se ter em mente que nada na vida é imutável. Afinal, impérios como o egípcio, grego e o romano foram extintos. Portanto, devemos acreditar que um dia a consciência, a compaixão e o amor poderão falar mais alto. Para se dar início a essa revolução basta apenas que pequenas ações comecem a ser postas em prática por nós, como por exemplo: não jogar papel de bala pela janela do carro, dar oportunidade e ajudar ao próximo, ou simplesmente tentar escolher um bom candidato e votar consciente. São ações assim que mudam o mundo. São dos pequenos atos que surgem as grandes mudanças. Nós só não podemos ficar estáticos, sem nenhuma reação.


Foto, lápis e grafite...

Há momentos em nossa vida em que seria ótimo passar uma borracha nos acontecimentos e começar tudo de novo não é mesmo? Pois é mais ou menos esse o trabalho do ilustrador Ben Heine. Contudo, ao invés de deixar tudo mais perfeitinho, esse artista belga tem como objetivo deixar as paisagens e momentos mais divertidos.
Graduado em jornalismo, ele também é pintor, ilustrador, retratista, caricaturista e fotógrafo. Tem oito anos de experiência profissional no ramo de criação gráfica e é o criador das técnicas: “Pencial Vs Camera” e “Digital Circlism”.
Apaixonado por fotografia e arte, Ben Heine não se contenta em apenas registrar o momento. Seja por um ângulo modificado ou com a junção de papéis e grafite, o resultado de suas fotos são sempre incríveis.

Lentes nas mãos + criatividade à solta = fotos sensacionais

Confira abaixo algumas fotografias desse artista diferenciado:

















Conheça mais o trabalho desse artista nos sites: http://www.flickr.com/people/benheine/ e

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um ordinário dia na Pintassilgos

Um tour pelo cotidiano e história de uma das avenidas da “Cidade Dormitório”

Por: Silvia Correia


Prolongamento da Prudente de Morais. Muito vento a bater no cabelo. O ponteiro do velocímetro marca 100 km/h. À direita, muito verde, dunas, o Parque da Cidade e o Circo Grock. À esquerda, vegetação rasteira, salão de festas, o Arena Bar. O final da via, no sentido Prudente de Morais – Pitimbú, aproxima-se. A velocidade do carro é diminuída, quase que estacionada. Chegamos à avenida transversal Xavantes, que marca o início do conjunto Cidade Satélite - mais conhecido pelo estigma de “Cidade Dormitório”.

Seguindo pela direita encontramos a Clínica Satélite. Continuar a trajetória nesse mesmo sentido implica percorrer a segunda etapa do conjunto, onde as ruas têm nomes de diferentes tipos de árvores e o ambiente é predominantemente comercial. Todavia, nosso destino é outro. No trevo mais próximo, dobra-se à esquerda. A paisagem agora se modifica um pouco. Casas nas mais variadas tonalidades de um lado e do outro, vegetação novamente, só que dessa vez de pequeno e grande porte. O semáforo adiante indica: “reduza a velocidade e pare”. Ao lado, um pastor alemão de latido forte chama atenção de quem passa. Um, dois, três tempos. O carro prossegue e finalmente chegamos à Avenida Pintassilgos, rua que corta a primeira etapa do Satélite de uma ponta a outra.

O alvorecer do dia naquele local parecia tranqüilo. Com um ar típico de cidade interiorana, nos deparamos - nas laterais da avenida - com diversos mercadinhos e padarias pelo caminho. Crianças desfilam pelas calçadas com suas mochilas nas costas, prontas para mais um dia de aula. Carros saem das ruas que têm nomes de pássaros e serras e dirigem-se para dois destinos: BR 101 e prolongamento da Prudente de Morais. O verde do Horto Florestal Parque das Serras se contrapõe com a obra de continuidade do Prolongamento da Avenida Prudente de Morais. No horário das 6 às 8 da manhã, um grupo de idosos se reúne para caminhar. Pelo grau de intimidade e sorrisos estampados nos rostos, parece que esse ritual faz parte do cotidiano daqueles moradores.

Com seus 70-80 anos, na flor da idade, o senhor Dário desloca-se para aquela multidão de cabeças brancas. Baixinho, sisudo, porém alegre, ele sai da rua Serra das Cruzes e segue em direção ao restante dos companheiros de atividade aeróbica. Tento abordá-lo, mas ele não quer conversa. Estava indo para sua caminhada matinal. Aquele horário é imaculado para ele.

O passeio pelos dois lados da Pintassilgos me rende boas fotos. Na praça, enquanto fotografo a Paróquia São Francisco de Assis, deparo-me com o senhor Manuel Aires, que estava por lá caminhando. Bem vestido, com todos os acessórios combinando, o idoso de 85 anos senta-se com dificuldade. Depois das apresentações, o comerciante aposentado e morador da Rua das Garças começa a falar sobre a congregação franciscana, da qual ele participa assiduamente. Relembra as festas americanas, que aconteciam quando a primeira etapa do conjunto foi inaugurada e cita as comemorações da igreja, que serviram de integração para a comunidade.

Por volta das dez e meia, encontro uma figura caricata na rua Serra Bonita: a dona Marieta. Ela estava varrendo a calçada. Trajava uma bermuda três quartos na cor caqui e uma blusa florida de coloração branca e salmon. As rugas do rosto não negavam a idade, mas cabelos brancos à mostra? Nada disso. Com as madeixas bem pintadas na cor castanho, puxada para o mel, essa senhorinha esbanjava simpatia. Aposentada, divorciada, sem filhos, a ex-enfermeira contou que a avenida, assim como todo o restante do conjunto Cidade Satélite, era tipicamente residencial e habitada por casais jovens, recém-casados, militares e funcionários públicos, como seu ex-marido, já falecido. Resolvi indagar sobre a denominação de Cidade Dormitório. Ela explicou que antigamente a maioria dos moradores trabalhava no centro da cidade e voltava para casa apenas para dormir.

Conversa vai, conversa vem. Entre as histórias de brigas de vizinhos, a brincadeira das crianças de atirarem ovos nas janelas dos ônibus e as festas D. Marieta comenta que, apesar desse ar de cidade do interior, nunca foi muito comum os vizinhos se reunirem para jogar conversa fora. “Era e é comum se encontrar crianças jogando bola ou correndo de bicicleta pelas ruas nos finais de semana. Contudo, à noite, nunca foi muito comum por aqui se encontrar vizinho pelas calçadas. Você só vê mato e deserto. Chega a dar medo ficar em uma parada de ônibus sozinha.” Ela ainda alerta para o problema das ruas dos pássaros, onde só passa a linha 44, e por causa disso muitos moradores permanecem horas a fio nas paradas. Indagada se gostava de sua moradia e se pretendia permanecer ali, afirma que sim. Grande parte de suas memórias se encontravam naquela rua.

Um pouco emocionada e com o olhar perdido, talvez em recordações, o sino da igreja toca apontando doze horas. As badaladas parecem despertá-la. Resolvemos finalizar a entrevista. Na saída, pego o bloquinho para anotar dados que faltavam: idade, nome e sobrenome. Ao que ela me responde: 83 anos e Maria Alves.

- Maria? Mas a senhora não falou que era Marieta?

- Ah, minha querida, isso já é uma outra história.

E rindo, despediu-se de mim com um abraço e felicitações de bom desempenho com a matéria.

Dona Marieta, seu Dário e o seu Manuel fazem parte de um cotidiano ordinário de uma das ruas de Natal. É realmente interessante e prazeroso sair para apurar uma história, um fato, uma notícia e encontrar personagens assim. Eles são exemplos dos típicos idosos natalenses que conhecem muitas histórias, causos e experiências a serem compartilhadas conosco todos os dias.


Matéria realizada para a disciplina Linguagem Jornalística da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sobre uma das ruas de Natal, capital do estado do RN.
(FACES DE NATAL)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Embrace Life - Sempre use o Cinto de Segurança

Melhor Comercial de Campanha do uso de Cinto de Segurança

Esse belíssimo comercial britânico foi postado no Youtube desde o mês de fevereiro d 2010. Criado pela ONG Sussex Safer Roads Partnership, para a campanha Embrace this,  o curta já bateu os 4 milhões de visualizações.
Milhares de pessoas já perderam familiares e amigos em acidentes de trânsito por um pequeno descuido que é o não hábito de colocar o cinto de segurança. Esse comercial, de uma forma simplista, mas muito bem produzida, busca conscientizar a todos da importância desse utensílio para nossas vidas.

Bem comovente e produzido, vale à pena conferir:

domingo, 24 de outubro de 2010

A Praça

Era um dia qualquer de uma primavera qualquer. Ana encontrava-se sentada em um banco qualquer de uma praça qualquer. A jovem estava lendo um de seus livros favoritos enquanto ficava a espera de Vinícius, seu ex-namorado. A relação entre os dois encontrava-se naquela fase de "voltar ou não voltar, eis a questao?" Contudo, havia muito o que se conversar e esclarecer.
Vinícius chegou e sentou. O silêncio foi mútuo. O (ex) casal finalmente havia concordado em se encontrar para conversarem, mas a distância ntre os dois era evidente.  Ela: observava calada, e levemente encabulada, os jasmins do canteiro mais próximo. Ele: olhava para aquela mulher que tanto lhe tirava o sono com a esperança de se acertarem, mas ele não se atrevia a pronunciar nenhuma palavra. Ambos: tão próximos geograficamente, porém tão distantes sentimentalmente.
A tensão latente finalmente foi quebrada quando uma criança, por volta dos seus dois anos e meio, resolveu saltar e sentar no colo de Ana. Como por um passe de mágica, um sorriso brotou nos lábios daquela garota. Ao ver a cena, como não acontecia há muitos dias, a tarde pareceu se iluminar para Vinícius. Os jovens se encaram pela primeira vez depois de tanto tempo e, quando a mãe da pequena menina chegou, o silêncio constrangedor finalmente foi quebrado.

Ele: Como não divagar sobre nós?

Ela: Existe algum nós sem um eu + um você?

Ele: ...

Ela: Existiria se tudo não fosse tão complicado.

Ele: O que há de complicação no amor?

Ela: O que há de amor no não-diálogo?

Ele: Existe diálogo sem pergunta?

Ela: Não, assim como não existe amor sem cumplicidade.

Ele: ...

Ele: Por que não destes uma chance para nós?

Ela: Talvez por medo de tentar e abrir meu coração.

Ele: ...

Ela: Por que não viestes ao meu encontro e implorastes pelo meu amor?

Ele: Porque te vi sorrir para um outro qualquer.

Ela: Quem disse que aquele sorriso não era pra você?

Ele: ...

Ele: Quando deixastes de acreditar em nós?

Ela: Quem disse que eu deixei?

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Talvez essa praça fosse uma praça qualquer para mim ou para você, mas com certeza para esses dois ela seria tema de muitas histórias passadas e inúmeras histórias futuras.

sábado, 16 de outubro de 2010

Cat Eye - Óculos Gatinho


Depois dos Big Sunglasses e do modelo Aviador Wayfarer dominarem - há quase cinco anos - o campo dos óculos cool, eis que surge mais um modelito vintage: o Cat Eye. Para você que já é adepta de olhos bem marcados - modelo gatinho - na make up, com certeza essa nova tendência irá fazer a sua cabeça.

Sucesso nos anos dourados de 1950 e 1960, os Óculos Gatinho estão voltando com tudo e prometem conquistar fashionistas e tornarem-se popular.

Eternizados em filmes como Bonequinha de Luxo, essa tendência é uma ótima pedida para a estação do verão que está a chegar. Estrelas como: Mary-Kate Olsen, Katy Perry, Cristina Ricci, Lady Gaga, Madonna, Kristen Stewart e Scarllet Johansson já aderiram a essa moda que pegou astros como Audrey Hepburn, Marilyn Monroe e Bob Dylan nos anos 1950.

Veja abaixo:



Por que Cat Eye?
O nome vem da aparência felina: o ângulo para cima pode ser exagerado, pontudo, decorado com pedrarias ou mais suave. Para a área masculina, o estilo mais sutil e arredondado será mais atrativo e atraente. A imensa variedade de cores, formas e assinaturas faz com que os Cat Eye sejam versáteis e de fácil aderência e combinação para diversos formatos de rosto.

Essa tendência vintage começou a ser observada em desfiles de grandes marcas como: Alexander Wang, Tom Ford, Louis Vuitton e Prada.
(Alexander Wang e Prada)

E você, já tem o seu Cat Eye? Não?
Quem sabe você não encontra alguma relíquia dele no baú da vovó.
Fica a dica. ;)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Love, Love, Love...


Ao ver meu irmão dormir, aquele pinguinho de gente, percebi que o amava. Era uma coisa que começava com uma dorzinha no peito, mas que se espalhava tão quente como manteiga derretida. Percebi que morreria feliz se fosse pelo bem daquela criatura.
(Emilly Fernanda, 19 anos)

Eu sinto a falta dela todos os dias dos meus dias. Sinto falta das nossas aventuras e promessas de desbravar o mundo, essas promessas meio que foram pelo ralo agora. Sinto falta do nosso amor amizade que é muito mais forte do que qualquer amor que a gente tenha sentido.
(Jéssica Guerra, 19 anos)

Eu estava desbravando a praia, meio dia, sol a pico, descalça, trajando apenas uma fraudinha, chorava. Certamente ela estava em casa se perguntando onde aquele tico de gente foi parar, para sua sorte nos saímos parecida uma a outra, na aparência e no coração. Uma colega sua me viu e de certo pensou: "é a filha dela!". Voltei ao seu encontro e senti-me segura novamente em seu abraço caloroso e protetor. Ela é ídolo e exemplo, mãe. (Leila de Melo, 22 anos)

Enquanto ele falava, ouvia palavras doces e ternas saindo de sua boca. Elas tocavam meus ouvidos e provocavam aquela confusa sensação Seu olhar procurou o meu, tentando me tirar daquele transe no qual eu estava submersa. Tarde demais, já havia feito a conclusão: amor.
(Letícia, 18 anos)

Durante minha apresentação de piano, eu vi meu avô na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo. (Cindy, 8 anos)

Era domingo e chovia. A nossa última briga tinha sido muito feia. Mas ele veio ao meu encontro, mais uma vez e disse: você me faz querer ser melhor. Foi esse o dia em que percebi que nosso amor era incondicional. (Caroline, 17 anos)

Apesar de eu ter brigado com ela, a Clarissa me deu sua caneta preferida. Eu sabia que era amor.
(Simon, 6 anos)

Eu sei que minha prima me ama. Ela chega morta da faculdade, mas mesmo assim dedica seu tempo e brinca comigo todo santo dia. (Laura, 4 anos)

Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela. Mesmo quando ele tem artrite. (Amanda, 10 anos)

Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro. (Sérgio, 4 anos)

Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Brad Pitty. (Alice, 8 anos)

Amor é quando seu sobrinho desce no carro e não vê mais ninguém a não ser você.
(Leiry Carvalho, 44 anos)

Amor é quando sua mãe sai de um plantão e de outro, mas mesmo assim não se esquece de deixar um bilhete na cabeceira de sua cama para lhe passar um pequeno sermão, lhe desejar um dia maravilhosoe e nunca esquecer de dizer que lhe ama. (Silvia Correia, 19 anos)

Não existe obstáculo para o verdadeiro amor, ele é capaz de vencer tudo, simplesmente porque Deus é amor. (Janilson Dantas, 20 anos)


Amor em qualquer idade, de qualquer jeito. Amor inocente, fraternal, carnal, espiritual, incondicional. Não importa! "Que seja eterno enquanto dure" e que de preferência dure PARA SEMPRE.

Your love is bigger than a rain cloud
It covered up my whole skies
It's filling up my heart,
My heart with
Love, love, love, love, love
More than I ever need
Giving me love, love, love

Love Love Love - Hope (Feat. Jason Mraz)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Audrey Hepburn

“O que é preciso para você se tornar uma estrela de verdade é um elemento extra que Deus pode lhe dar ou não. Você já nasce com ele. Não pode aprender. Deus beijou o rosto de Audrey Hepburn, e ali estava ela”.

(Billy Wilder em “Audrey Hepburn – Uma Biografia”, escrito por Warren G. Harris)
Modelo, Bailarina, Atriz e Humanista 

Alta, ossuda e de pés excessivamente grandes para se tornar uma estrela: foi assim que a bailarina, modelo, atriz e humanista Audrey Hepburn ficou conhecida inicialmente.
Nascida em uma época em que as rechonchudas e baixinhas dominavam o cenário da moda e da mídia, a jovem deu a volta por cima e conquistou o mundo com seu rosto angular, seu belo sorriso e um carisma e elegância de dar inveja.
Considerada como uma das mais queridas e amadas atrizes da indústria cinematográfica, Audrey inspirou e inspira mulheres das mais variadas épocas.
Hoje, ela é tida também como a atriz mais bela do século XX, desbancando beldades como a Princesa Diana, Grace Kelly, Scarlett Johansson e Angelina Jolie.
Mas a atriz não inspira apenas por sua elegância e beleza exterior: “Todos sabíamos que Audrey Hepburn era um mito. Mas ela era muito mais do que isso, era um grande ser humano. Quando você estava com ela, se sentia mais bonito, melhor consigo mesmo e com suas próprias possibilidades”, afirmou o produtor Janis Blackshleger.

História
Nascida no dia 04 de maio de 1929 em Bruxelas, na Bélgica, Audrey Hepburn Ruston era filha única do casal Joseph Anthony (banqueiro britânico-irlandês) e Ella van Heemstra (baronesa da Holanda). Contudo, a juventude da atriz passou longe do glamour hollywoodiano.
Aos seis anos de idade, Audrey foi abandona pelo seu pai. Com isso, mãe e filha foram morar em Arnhem - Holanda - com familiares maternos.
O início da Segunda Guerra Mundial fez com que esse período fosse marcado pela má nutrição e depressão para Audrey. Em 1940, a jovem testemunhou a invasão alemã ao país, o confisco de todos os seus bens e o fuzilamento de um tio e um primo.
Após a libertação holandesa, a jovem foi estudar balé em Londres. Mais tarde, iniciou uma promissora carreira como modelo, até ser descoberta por um produtor, quando teve uma pequena participação no filme holandês "Nederlands in Zeven Lessen", em 1948.

Casamentos de Audrey
A queridinha da América gostava muito de namorar e não conseguia levar um relacionamento por muito tempo. Isso despertou na imprensa norte-americana a pergunta: "Ela tem medo de casar?".
Segundo psicólogos da época, o motivo seria o abandono de seu pai, em que ela buscava compensar nos seus relacionamentos e o fato de ser muito mais madura do que qualquer rapaz de sua idade.
Todavia, em 1954, acabou casando-se com o ator e diretor Mel Ferrer, com quem teve um filho, Sean Ferrer. Mas o casamento não foi muito adiante e ela acabou se divorciando em 1968.
Em 1969, se casou pela segunda vez com o psiquiatra italiano Andrea Dotti, com o qual teve seu segundo filho: Luca Dotti e mais tarde se divorciaria mais uma vez.

 ...

Trabalhar como atriz era para Audrey um ofício extenuante e que tirava todas as suas forças – ela passava meses descansando entre um papel e outro para se recuperar por completo. O descanso entre um papel e outro se converteu em aposentadoria após Hepburn começar a “interpretar” aquele que seria o papel de sua vida: o de mãe de Sean e de Luca. O último papel que a atriz interpretou foi o de embaixatriz da Unicef.
Em prol de um bem maior
Os duros anos de fome, miséria, violência e grandes demonstrações de coragem lhe fizeram ver a frágil condição humana no mundo e lhe impulsionaram à participar de missões da ONU em países arrasados pela desnutrição infantil como: Etiópia, Somália e Bangladesh.
Em 1988, ganhou a honra de se tornar embaixatriz da Unicef. Audrey desempenhou seu papel como lutadora das causas infantis até 1993, ano em que foi vítima de um câncer no intestino.
Ainda em 1993, a atriz recebeu o prêmio SAGA pelo conjunto de sua obra.

Curiosidades

Filmes e Audrey
- Antes de conseguir o estrelato com seu primeiro filme americano, "A Princesa e o Plebeu", 1953, quando arrebatou o Oscar de Melhor Atriz, Audrey participou de diversos filmes britânicos e franceses. Em sua carreira de sucesso, foi ainda indicada ao Oscar de Melhor Atriz por suas atuações em "Sabrina", "Uma Cruz à Beira do Abismo", "Bonequinha de Luxo" e "Um Clarão nas Trevas".
- Para o filme "Bonequinha de Luxo", Henry Mancini compôs "Moon River" especialmente para ela. Ganhadora do Oscar de Melhor Canção, "Moon River" tem centenas de gravações, mas a dela é inquestionavelmente a melhor.
- De acordo com seu filho Sean, os filmes favoritos dos quais estrelou foram Uma cruz à beira do abismo (por sua mensagem social) e Cinderela em Paris (por ter se divertido muito nas filmagens deste). No entanto, ela havia declarado numa entrevista à Barbara Walters que A princesa e o plebeu era o filme mais querido dela.

Audrey e a Moda
Com um estilo próprio e clássico, a imortal diva dos filmes: “Bonequinha de Luxo”, “Cinderela em Paris” e “A Princesa e o Plebeu”, ainda é hoje um ícone da moda.
Segundo o estilista Givenchy, que era incumbido de vesti-la e a tinha como musa: "Audrey era um ideal de elegância e uma inspiração para o meu trabalho", afirma ele.

Para aderir ao estilo Audrey, o ideal é escolher peças únicas inspiradas na linha vintage como: tubinho preto, bolsas carteiras, colares de pérolas, scarpins pretos, óculos grandes estilo gatinha, sapatilhas capezio, calças capri e camisa social desabotoada e amarrada na frente.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Caminhada na História da Moda

Dando uma reorganizada nos links contidos no meu favoritos, eis que me deparo com esse curta - indicado por um amigo.
Essa produção exclusiva da IG está fantástica! Com o objetivo de nos mostrar como a cultura e a evolução da sociedade ocidental são diretamente proporcionais a evolução da História da Moda, os produtores - em apenas 2'20'' - nos levam a um passeio pelos estilos que marcaram o último século.

Confira:


Cabeleireiro / Hairstylist: Junior Alves
Modelo / Model: Carla Lamarca
Figurinista / Costume Designer: Brechó Minha Avó Tinha (São Paulo) and Theatro São Pedro (São Paulo)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ciclo Vicioso

Editorial
Por: Silvia Correia

Apontado pelas pesquisas da Datafolha como o provável mais bem votado Deputado Federal do Brasil, Francisco Everaldo Oliveira Silva - mais conhecido como o humorista Tiririca – foi acusado por parlamentares de ser analfabeto. De acordo com o artigo 14, parágrafo 4º, da Constituição Federal Brasileira de 1988, o analfabetismo é um dos critérios prevalentes para a inelegibilidade. Contudo, essa mesma Constituição não impede que um analfabeto vote.

É engraçado e intrigante que para se ter iniciativa e sair à procura de melhorias para o ensino de base brasileiro não ocorre mobilização alguma. Nem muito menos quando se trata de correr atrás para saber se um candidato é ou não alfabetizado. Contudo, pedir voto a um analfabeto e enchê-lo de promessas e cestas básicas parece ser tarefa fácil nos períodos eleitorais. O pouco caso dos nossos governantes com relação ao analfabetismo é gritante e torna-se cada vez mais fluorescente no campo da política. Todavia, não é de hoje que a educação de base é deixada de lado, mesmo esse sendo considerado um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação.

Ao passearmos na lembrança pelos séculos XVIII e XIX – época dos grandes barões do café – vemos que esse foi um período em que os mais pobres apenas aprendiam a escrever para votar em quem “bondosamente” lhes deu esse direito. O século XXI chegou, mas esse quadro permanece enraizado em nossa cultura. Agora a nova tática, para se colocar vendas nos brasileiros, são os programas assistencialistas. A política do pão e circo - realizada pelos imperadores romanos - transformou-se aqui no Brasil em “Pau-Amarelo”, “Vale-Gás”, “Bolsa Família”, entre outros. Ao invés de circos romanos para se assistir aos gladiadores lutando no Coliseu, temos também nossos estádios de futebol.

Os indivíduos – ao estabelecerem o Contrato Social, com a criação do Estado - renunciaram a sua liberdade e a posse natural de bens, riquezas e armas e a transferiram a um terceiro o poder de criar, executar e julgar leis. Ao cumprir seus deveres e ver que seus direitos são desrespeitados, a sociedade fica indignada e surgem os famosos “votos de protesto”. Essa insatisfação leva ao surgimento de fenômenos eleitorais como: Miguel Mossoró aqui no Rio Grande do Norte ou o Tiririca em São Paulo. Talvez seja por esse desencanto e descrédito da população brasileira que um bode na década de 1960, em Jaboatão (Pernambuco) foi eleito vereador e um macaco do zoológico municipal do Rio de Janeiro, em 1988, recebeu mais de 400 mil votos para prefeito e ficou em terceiro lugar na eleição daquele ano.

Este Jornal procura deixar bem claro que pratica a pluralidade e o apartidarismo editorial. Não estamos aqui para julgar Governo de partido x ou y. A falta de preocupação para com a educação da sociedade brasileira é uma questão cultural hereditária e de comodismo de ambos os envolvidos: sejam aqueles que têm o poder para governar sejam os que são governados. Para esse cenário ser alterado - o que precisa ser modificado não é uma lei, a constituição, mas o ciclo vicioso de candidatos assistencialistas e eleitores insatisfeitos, porém passivos. Porque “não basta dar o peixe e não se ensinar pescar”. Como também não adianta “ficar sentado esperando o milagre cair do céu”.

Jornaleiro natalense conquista o Brasil com palestras

Nascido numa família humilde, Jussier Ramalho encarou dificuldades e hoje é sucesso nacional

Por: Silvia Correia
 Jussier Ramalho em sua famosa Banca Prática. 
(Foto: Silvia Correia/Fotec)
“Sempre fui contra o grande jargão: ‘o homem é produto do meio’. Nascer pobre e feio é conseqüência do destino. Agora, morrer assim é incompetência e preguiça.” Foi com esse pensamento que o empreendedor Jussier Ramalho, 50 anos, deu a volta por cima e conseguiu se tornar um dos 12 “cases” de sucesso do Brasil pela revista Carreira & Negócios. Ao lado de nomes como os dos presidentes da Fiat, do Banco Real, do Magazine Luiza, da Fundação Anhanguera, do Chillie Beans e do apresentador Marcelo Tas, ele conta que não é que tenha o dinheiro que eles têm, mas que conseguiu fazer com que seu nome fosse reconhecido tanto quanto o deles.
Criador do conceito inovador de que “o cliente é a razão maior de qualquer empresa”, o jornaleiro tornou-se famoso por todo o Brasil com o sucesso de sua Banca Prática, localizada na avenida Afonso Pena, em Natal – Rio Grande do Norte. Atualmente, além das atividades de empreendedorismo, vive de dar palestras por todo o país compartilhando suas vivências como empreendedor, distribuindo sua aprendizagem sobre marketing e espalhando sua motivação para muitos universitários e executivos. Jussier é um dos 30 principais palestrantes nacionais e recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Escola da Vida, num evento promovido pela Academia Paulistana de Letras, Fundação Anhanguera, Instituto de Empreendedores e Microlins. Em 2008, lançou o Best-Seller “Você é a sua melhor marca”, da editora Campus.
História
De família modesta, morando em casa alugada e abandonado pelo pai, o pequeno, magrelo, porém determinado Jussier teve que trabalhar muito cedo para ajudar a mãe e as duas irmãs menores. Aos 14 anos, conseguiu o primeiro emprego de ajudante de vendas em Lagoa Seca, zona Leste de Natal. Foi com esse trabalho que começou a modificar a sua percepção em abordagem de clientes. Aos 17 anos, resolveu ingressar na Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, onde passou quatro anos. Contudo, a sua grande paixão sempre foi o comércio e ao deixar a “farda”, foi ser vendedor de “quase tudo”. Vendeu consórcio de caixão de defunto, box para banheiro; trabalhou em uma empresa de tíquete de alimentação. Arriscou-se também como professor de lambada e foi então que conheceu Ana Ester que hoje - além de mulher e mãe de Marina, 12 anos, filha única do casal - é a sua principal aliada na vida.
“Ideias inovadoras nunca me faltaram. Desde cedo fui uma pessoa visionária para a época. Por causa disso, muitos gerentes/diretores das lojas em que trabalhava ou não assimilavam minhas ideias, achando que eram muito surreais, ou tinham medo que elas realmente funcionassem e tivessem partido de mim, um simples funcionário”, conta Jussier que, por jamais se acomodar com sua situação, decidiu dar um basta e concretizar o sonho do próprio negócio.

Jornaleiro e palestrante
A compra da Banca Prática em 1995 - acrescida de muito trabalho de Jussier e de sua mulher - fez com que a vida dele e de sua família fosse mudando gradativamente. “Visão diferenciada, nenhum comodismo, interação com os clientes, análise do público alvo e dos produtos a serem oferecidos: são esses os principais ingredientes para se tornar um empreendedor de sucesso”, enumera Jussier. O jornaleiro enfatiza também que os pequenos empreendedores devem aprender que apurado não é lucro. “Um comércio, seja ele qual for, só se paga depois do terceiro mês e a partir de então, é que se começa a gerar um pequeno lucro para depois ir crescendo paulatinamente”, ensina.
Com um atendimento diferenciado, funcionários de gravata e avental, ar-condicionado e muitas atividades filantrópicas, a Banca Prática começou a despertar o interesse de jornais e emissoras de televisão de todo o estado.
Em 2007, com 11 anos de banca, o jornaleiro foi chamado por dois professores da Universidade Potiguar (UnP) para dar uma. O seu gosto pela leitura, seu carisma e seu interesse pela informação fizeram com que ele se destaca-se novamente, desta vez como palestrante. Todavia, para começar nessa nova atividade era preciso se especializar: “Não se pode iniciar um voo solo sem conhecimento e qualificação”, explica. “Sou um jornaleiro, mas utilizo o que há de mais novo em tecnologia mundial. Porque é isso que devemos apresentar sempre: um diferencial”, enfatiza o homem que já dividiu palco com figuras como Luciano Huck, Roberto Justus e Stephen Kanitz, articulista da revista Veja.
Mas o início da vida como palestrante não foi só de flores. Ele teve que provar sua competência com inúmeras palestras gratuitas e precisou, diversas vezes, de pagar o aluguel dos equipamentos de áudio e vídeo, para incrementar sua apresentação. A sua tacada de sorte veio com uma entrevista rápida concedida a uma repórter da Globo News, que o indagou sobre o que ele fazia para encantar as plateias. Sabendo que tinha poucos segundos para elaborar a resposta, tirou um saco de castanha de caju do bolso e deu uma à jornalista. Em seguida, perguntou o que ela achava. “Uma delícia”, respondeu a comunicadora. “Pois é assim que são minhas palestras”, disse ele. A rápida aparição na TV provocou uma entrevista posterior, dessa vez previamente marcada pela chefia de pauta da emissora. Depois foram muitas outras entrevistas e palestras. O ex-menino pobre e magricela foi substituído pelo ocupado e bem sucedido “outdoor ambulante” de diversas empresas parceiras.

“Milhares de jovens são despejados das universidades no mundo coorporativo, ou seja, no mercado de trabalho. E ao sair de uma graduação, o acadêmico fica um pouco perdido, porque ele aprendeu a ser um profissional, mas não aprendeu a se vender como um profissional”, alerta Jussier.
“A distância para chegar ao sucesso fica maior a partir do momento em que nenhum passo é dado em sua direção. Quando um metro for subtraído dos milhares de quilômetros que faltam até lá, você já deve começar a conjugar o verbo poder, ao invés de insistir no fracassar. Jussier Ramalho sabia que não podia fracassar e disse a ele mesmo: ‘Eu posso. Sou minha melhor marca e vou apostar nisso’. Deu certo. Aliás, tem dado muito certo. O que é escrito e dito por este natalense que encanta plateias, prendendo atenção de estudantes e megaempresários, é a materialização de palavras como persistência, trabalho, atenção, dedicação, elaboração, educação, ânimo, amor e fé”, afirmou o jornalista João Ricardo Correia, num texto que redigiu sobre as impressões que teve após a leitura do livro do jornaleiro-palestrante.

Lições do empreendedor:

“O mundo está pronto aí para ser reciclado a cada dia. Não é que você vá reinventar a roda. Não é isso. Há a necessidade de se reequipá-la, ou seja, redescobrir o uso de cada produto.”

“Empreendedor é isso. É o trabalhador que não se acomoda.”


“Os insucessos são bons para o aprendizado. O medo de errar é que faz com que as pessoas não tentem e não tenham sucesso.”

“Independente do tipo de pessoa que você seja, física ou jurídica, para ter um negócio de sucesso, a valorização do cliente é essencial."

"O caminho da superação é enfrentar e vencer as adversidades da vida. Quando conseguimos, saímos fortalecidos e firmes para continuarmos seguindo em frente, em busca do nosso objetivo.”

“Nunca se deve correr atrás de um sonho, porque quem corre atrás sempre chega em segundo lugar.”


“O princípio do sucesso é ensinar o que se sabe e praticar o que é ensinado.”

“Coisas simples são mais difíceis de serem ditas ou feitas”.


[Relato da repórter] Contadora de história e aprendiz


Ao ser proposta a matéria em sala de aula, muitas ideias de pauta passaram por minha cabeça, como por exemplo, ir à favela que está sendo formada nas proximidades do colégio Boa Ideia - localizado na Cidade Satélite - para demonstrar o contraste entre os prédios que estão sendo erguidos lá e a realidade daquelas pessoas. Contudo, na mesma semana os impressos natalenses resolveram noticiar esse acontecimento e para não ficar com uma matéria repetida, acabei optando por fazer essa matéria perfil do jornaleiro e empreendedor Jussier Ramalho.
Conseguido o contato, a entrevista foi marcada para a segunda-feira por volta das  8h. Ao chegar na Banca Prática, me deparei com Jussier atrás do balcão a me esperar. Ele, um jovem senhor muito simpático e brincalhão, logo me convidou para o seu “escritório” ao lado da banca. Debaixo das árvores, com o vento a bater nos cabelos, nos dirigimos para uma pequena área fora do ponto-comercial que continha um banco de praça: era esse o tal escritório ao qual o jornaleiro se referia. Todavia, os ruídos provocados pelo vento atrapalhavam um pouco na gravação da entrevista. Então, nos deslocamos novamente para dentro da banca.
Tivemos uma breve conversa antes de começar a gravar a entrevista em que ele procurou me alertar - como estudante de jornalismo que sou – o fato de que muitos acadêmicos saem das universidades e aprendem a serem profissionais, mas não aprenderam a como se vender como profissionais.
A entrevista fluiu normalmente, muitas perguntas aos quais foram todas respondidas e muitos ensinamentos de vida foram compartilhados e repassados a mim. Com certeza uma coisa que aprendi e que me chamou bastante atenção foi o fato de que: fazer diferente, fugir do comum, acaba por nos propiciar muitos bons frutos.
Entrevista realizada, hora de passar a informações para o papel. Editar; escolher o que será falado e como isso será abordado; e o que ficaria de fora: foram as preocupações que tive, fora isso, não tive nenhum grande contratempo. (Silvia Correia)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Na cafeteria


MESA 1:

Casal entra na cafeteria. Rostos felizes, olhares amorosos e delicados. Troca de palavras doces e gentilezas. O dia de domingo alvorecia e o clima de início de relacionamento pairava no ar. Na mesa, a garçonete entrega o cardápio e pergunta o pedido de cada um. A namorada, que antes aparentava ser calma torna-se um leão em ponto de ataque. Chateia-se, fica ‘trombuda’. Olha o namorado com cara feia. Encara a outra moça com olhos fuzilantes. Faz birra. O casal resolve ir embora.

MESA 2:

16 horas. Já fazia exatamente duas horas que Gabriel encontrava-se na cafeteria com o celular nas mãos. A inquietude o dominava e tudo o que o jovem fazia era conferir sua pasta de mensagens e tomar inúmeros copos de café. Patrícia não dava sinal de vida há dois dias e isso tinha feito com que ele desenvolvesse uma insônia persistente. As olheiras, instaladas por debaixo de seus olhos, não pareciam de apenas dois dias. Provavelmente ele era mais um daqueles namorados inseguros e impacientes que tanto afastavam suas amadas.

MESA 3:

Janeiro de 2009. Joaquim passa no tão sonhado vestibular para Medicina. A felicidade contagia a todos. Sorrisos, lágrimas, animação tomavam conta do garoto, de 18 anos.
Fevereiro de 2009. Férias acabadas, malas prontas, hora de partir para o interior de um estado próximo - era onde sua faculdade localizava-se. A festa de despedida estava organizada para aquela tarde. Amigos, familiares, namorada, todos estariam lá para dar boa sorte no novo caminho a ser percorrido pelo jovem. E passou-se uma, duas, três, QUATRO horas. Já estava no horário do ônibus de Joaquim sair, e nada de Bia chegar. Mal sabia ele que ela o observava - desde muito cedo - de uma mesa no fim do corredor. A fisionomia da moça era de muita tristeza. Ela sabia que ele ligaria todos os dias e que viria com freqüência visitá-la nos finais de semana e feriados. Todavia, Beatriz não acreditava em relacionamento à distância.
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Aqui estou eu, com meus quase 30 anos completados, parada com caneta e papel na mão. Vários acontecimentos são desencadeados próximos ao meu campo de visão. Um gato passa por debaixo da mesa. Uma criança brinca feliz no colo da mãe. Um passarinho bate, insistentemente, na janela lateral da cafeteria. Os funcionários recebem seus salários de final de mês. Um carro barulhento passa lá fora... Entretanto, meu olhar se concentra nessas três mesas. O que me chamou a atenção? O poder que o ciúme e a insegurança podem exercer na vida das pessoas.
Como a vida seria bem mais simples se as pessoas não gostassem tanto de complicá-las não é?! Talvez o que esteja faltando em todos nós é guardarmos esses sentimentos em uma caixinha no fundo do baú e sair por aí, deixando o vento nos levar pelo mar da CONFIANÇA. Talvez assim – e somente assim – a vida seja mais simples e os relacionamentos mais duradouros e felizes. Afinal:

- Confiar, é esse o segredo. De tudo, talvez.

sábado, 11 de setembro de 2010

As suspeitas de Alice


Já fazia algum tempo que Fernando não brincava mais com sua irmã Alice. A coleção de carrinhos, quadrinhos e jogos haviam sido deixadas de lado. Apesar do garoto nem tocar mais nisso, toda vez que sua irmã – de 5 anos - pedia emprestado era a maior briga. As discussões com os pais também eram constantes. Ele parecia estar completamente surdo, vivia com os fones no ouvido e para falar com ele só aos berros. Uma vez ou outra, quando o garoto estava de bom humor – e isso era raro ultimamente – ele assistia filmes com Alice, o que deixava a menina bastante feliz.

A irmã notara que Fernando, nos últimos tempos, havia desenvolvido um novo tipo de linguagem que era utilizada por ele e pelos seus amigos virtuais que ele tanto passava o dia inteiro falando via computador. O primeiro novo amigo - de nome estranho e que ela não conhecia, só ouvia falar - era o danado do MSN. Toda vez que a mãe o chamava para jantar, o garoto dizia que daqui a pouco iria. Todavia, o “daqui a pouco” dele tinha uma duração de segundos, minutos e – muitas vezes – de horas. “Será que ele estava ficando burro e sem noção de tempo?”, pensava Alice. Contudo, apesar de toda essa mudança no comportamento de Fernando, foi o fato mais recente que realmente despertou o interesse e a preocupação da irmã. A pequena Alice havia pegado o irmão falando sozinho com uma fotografia nas mãos. Foi então, que ela colocou na cabeça: ou Fernandinho estava com alguma doença mental ou havia sido abduzido por extraterrestres. Ela precisava investigar esse caso.

E começou a indagar todo mundo de sua casa, perguntando se algum parente deles possuía sintomas parecidos, se conheciam alguém que apresentava aquele comportamento estranho. Entretanto, todos só caiam na gargalhada e passavam a mão na cabecinha dela. Alice já estava irritada com os “cafunés” e a falta de respostas para suas perguntas. Foi então, que resolveu tirar suas dúvidas com a sua professora de Português, a Tia Amanda.
Chegando na sala, a primeira coisa que fez foi ir direto falar com a professora. E lançou a pergunta:

- Eu poderia conversar com a senhora, depois da aula, sobre o meu irmão Fernando?
- Claro que sim, Alice.


Amanda havia achado graça no tom sério que a Alice havia falado com ela, mas concordou em esclarecer as “dúvidas” da garota. E a aula passou. A menina brincou muito com os coleguinhas, participou das aulas normalmente e assim que a sineta tocou, despertando todos para o término da aula, foi compartilhar com Amanda suas suspeitas. A professora escutou tudo com muita atenção, sorriu para ela e disse:
- Querida, pode ficar tranquila. O Fernando não tem nada grave, nem foi abduzido por seres de outro planeta. Ele só está passando pela fase da adolescência.

Apreensiva, Alice pergunta:
- Mas tia... Isso pega?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Valor, Carinho e Compreensão

“Suas mãos um dia serão como as minhas, mas as minhas jamais voltarão a ser como as suas.” (Avó de Dóris, na novela Mulheres Apaixonadas (2003).

Essa frase da avó para a neta me marcou muito. Quem não odiava a Dóris por judiar dos avós não é?! É realmente uma pena saber que nossos velhinhos ainda são maltratados tanto por membros da família quanto por pessoas nas ruas como os motoristas de ônibus.

Atenção, consideração e carinho para com os nossos idosos: palavras e atos que precisam ser colocados em prática por todos nós. Afinal, muito mais que mimos e atenção dados. Muito mais que experiência e sabedoria de vida compartilhadas. Nossos avós são nosso porto seguro. Eles podem reclamar, brigar e até não entender todas as nossas vontades, mas continuam a ser um dos nossos bens mais queridos e amados.

E é com orgulho que venho homenagear aqui meu vô e minha vozinha. Mesmo sabendo que o Dia dos Avós é comemorado em 26/07, ainda dá tempo de falar o quanto amo esses meus dois lindinhos. Obrigada vovô, obrigada vovó. Que a gente possa comemorar o dia dos avós juntos, por muitos e muitos anos. E que todos saibam dar valor, carinho e compreensão aos seus avós. ;)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Marcaram minha infância

A Princesinha - 1995
"Eu sou uma princesa. Todas as garotas são. Mesmo que elas vivam em pequenos e velhos sótãos. Mesmo que se vistam com trapos. Mesmo que não sejam bonitas, ou inteligentes, ou jovens. Elas ainda são princesas. Todas nós. "
(Sara Crewe – A Princesinha)

Ao eclodir a 1ª Guerra Mundial, o capitão do exército inglês - Crewe (Liam Cunningham) - tem que ir para a guerra. Para isso, deixa sua linda filha – Sara Crewe (Lisel Matthews) - em Nova York, num luxuoso internato para meninas, que sua esposa falecida havia estudado quando pequena. Contudo, um desastre na guerra deixa Sara “órfã” de pai também. Para pagar sua estadia, a menina é levada a trabalhar como empregada. A garota passa fome, frio e humilhação, mas continua a acreditar que é uma princesa, não importando sua situação atual, como seu pai a havia ensinado.

O Jardim Secreto - 1993
"Se você olhar bem, verá que o mundo todo é um jardim!"

Mary Lennox (Kate Maberly) é uma garota cheia das regalias que vivia na Índia com seus pais, no início do século XX. Contudo, eles não davam muita atenção para a menina. Um dia, por causa de um estouro de elefantes, Mary perde seus pais e é levada para Liverpool (Inglaterra), para morar com seu tio o Lorde Archibald Craven (John Lynch) na mansão Misselthwaite. Mary passa a explorar a propriedade e descobre um jardim abandonado. Entusiasmada com a descoberta, decide restaurar o lugar com a ajuda do filho de um dos serviçais da casa, conquistando assim a atenção do primo doente. Juntos eles desafiam as regras da casa e o velho jardim se transforma em um lugar mágico. A chegada da garota na mansão, além de modificar a própria menina modifica a todos.
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A Princesinha e O Jardim Secreto (adaptações)

Esses dois filmes marcaram a minha infância. Eu cansei de vê-los repetidas vezes e até hoje ainda me emociono. Se você – assim como eu - ama filmes e adora uma história com lição no final e ainda não os viu, corra a locadora mais próxima ou procure para baixar na internet. Vale a pena! ;)

Ha, e adivinhem, foi uma surpresa para mim!
Ao procurar a ficha-técnica do filme A Princesinha descobri que o diretor é ninguém menos que Alfonso Cuarón, aquele que dirigiu Harry Potter e O Prisioneiro de Askaban. Nossa, eu super-detestei esse filme de HP. Talvez eu não tenha gostado porque é o meu livro preferido da série, então fiquei a implicar com a direção do filme. Mas também acho que é por causa do diretor ter descaracterizado o ambiente escolar e ter colocado os, já adolescentes, sem a farda de Hogwarts... Enfim, são vários os meus porquês, mas tenho que parabenizar Cuarón pelo filme A Princesinha. Todavia, confesso que ao ver o nome dele me bateu uma vontade imensa de conferir o livro também. haha x)
E para quem é fã da série HP, o filme O Jardim Secreto conta com a participação da professora Minerva Mcgonagall no papel da Sra. Medlock (Maggie Smith), uma rigorosa e fria governanta.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A sacada


Era final de tarde. O vento frio tocava os cabelos de Aline. Da sacada de sua casa ela via o impossível. O pôr-do-sol e as luzes da cidade serviam apenas de ilustração para o seu mundo de sonhos e possibilidades. Sair por aí sem destino, com uma câmera na mão e a criatividade à solta. Viajar... Pegar um carro, ônibus, bicicleta. Automóveis terrestres, apenas. Para poder admirar a beleza das cidades e a descoberta das sensações desconhecidas.
Tirar muitas fotos ao redor do mundo; saltar de bungee jumping; pilotar um avião; trabalhar de voluntária para causas infantis... Ding, dong. A campainha toca. Pluft! O barulho faz Aline despertar. Era o seu pai que mal acabava de chegar do trabalho e já teria que ir para o outro. Pluft, plaft, pluft. Obrigações chamam a garota de volta à realidade. Mas quem sabe um dia... Quem sabe?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Feliz Dia do Amigo

Quando você chega aos seus quase vinte anos percebe que cativou e conquistou diversos e diferentes tipos de amigos. Alguns marcaram apenas momentos e ficaram registrados nas fotografias e guardados em nossas lembranças. Outros ficarão para sempre em nossos corações e caminhos. 

Há os nossos amigos de infância, os do colégio, da rua ou parque que costumávamos freqüentar. Há os amigos da faculdade, das festas, do trabalho. Os amigos que são familiares: prima (o), irmã (o), mãe, pai, avó, avô, tio, tia...

Não sei você, mas acho que todo mundo tem também aquele amigo “virtual”. Esse tipo de amigo é aquele alguém que você costumava ver todo dia, mas que por algum motivo vocês passaram a se falar apenas via internet e/ou celular. Contudo, apesar da distância e da ausência do abraço, aperto de mão, você sabe que pode sempre desabafar e contar como foi o seu dia para ele.

Há também aquele amigo que te conheceu ainda criança. Te viu crescer e amadurecer. Sabe de cor todos os seus namorados e paquerinhas. Conhece suas fraquezas, sonhos, medos e planos. Já se sente de casa e já faz parte da família. Tem tanta em comum com você que as diferenças até se dissolvem. Contudo, temos também aquele amigo que nem possui tanto em comum assim. Não partilham da mesma opinião em determinados assuntos, nem têm o mesmo gosto musical, mas mesmo assim é um grande amigo que a pessoa não cansa de estar junto.

Todavia, não importa as diferenças ou a distância. Amizade é isso mesmo. É saber enfrentar as dificuldades, saber confiar, recordar, amar. É estar sempre ali para ajudar. É puxar a orelha, mas saber respeitar a decisão do outro. É apenas querer bem e saber compartilhar os bons momentos.

Afinal, os melhores anos de nossas vidas ficarão guardados com eles. As nossas lembranças mais loucas e divertidas, aquelas que contaremos aos nossos netos com “orgulho” e guardaremos numa caixinha de recordações como tesouros, serão essas. Por isso aproveite muito. Dê valor SEMPRE ao seu amigo. E nunca deixe que nenhum possível atrito estrague as risadas e os momentos de alegria. ;)

Feliz Dia do Amigo para você, amigo internauta que acabou de ler esse post, e a todos os meus amigos e amigas queridos que moram no meu coração. :*


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ando assim...

Ando assim meio sem rumo.
Equilibrando-me entre o que é certo e o que é errado.
...
Sozinha, em um caminho novo e desconhecido.
Sem saber ao certo o que o destino reserva para mim.
...
Busco apenas traçar caminhos, caçar sonhos e cumprir metas.

domingo, 6 de junho de 2010

Para que serve o amor?

É tentando responder essa pergunta, com a música da imortal Edith Piaf “A quoi ça sert l’amour?” de trilha, que o curta de Louis Clichy conta uma historinha em animação sobre os encontros e desencontros do amor. Afinal, não importa o que aconteça, se for amor de verdade, tudo poderá ser esquecido e superado. ;)

sábado, 5 de junho de 2010

O amor está no ar

Beijos, abraços, troca de olhares. Tardes de conversas infinitas. Falar sobre tudo e não dizer nada. Rir à toa. Repartir semelhanças, dissolver diferenças. Um simples passeio no parque ou um filme não assistido no cinema. Beijo na chuva ou no sol. Brigar e fazer as pazes. Escutar uma música e lembrar de uma pessoa especial. Ter os seus olhos transformados em diamantes de tanto brilho ao ver alguém... Coisas de casais apaixonados ou simplesmente sintomas de um amor platônico. Não importa qual seja a sua situação atual. Nunca diga que se aposentou do amor. Estamos aí pra tentar, nos decepcionar, nos iludir, mas – acima de tudo – tentarmos acertar e sermos felizes.

E foi pensando em entrar no clima do Dia dos Namorados e despertar o romantismo em vocês, que o Vitrine Midiática traz essas fotos lindas de casais “apeixonados”.




♫ ♪ "Love is in the air, everywhere I look around / Love is in the air, every sight and every sound / And I don't know if I’m being foolish, don't know if I’m beingwise / But is something that I must believe in..." ♫ ♪
(Love Is In The Air - Paul Young)
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P.s: algumas fotos retirados do tumbrl: http://lucess.tumblr.com/
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