domingo, 6 de dezembro de 2009

Entrevista com Andréia Ramos

Nascida em 1972, Andréia Ramos sempre gostou muito de ler e escrever. Por se afinar mais com a divulgação de notícias, acabou optando por jornalismo. Ingressou na UFRN num momento de reestruturação do curso, na época, não havia a TVU nem o Laboratório de Comunicação (LABCOM). Contudo, afirma que a experiência valeu à pena. Formada no ano de 1995, Andréia começou a trabalhar aos 21 anos. Iniciou sua carreira no impresso como repórter dos - já extintos – jornal Dois Pontos e revista RN Econômico. Nunca planejou trabalhar na TV, porém, - após fazer um trabalho de vídeo para a faculdade - uma jornalista da TV Cabugi levou o trabalho dela para a emissora. Como eles precisavam de uma repórter, Andréia foi aceita para o cargo. Então, ingressou na Inter TV Cabugi no ano de 1995, como repórter do Bom Dia RN. Hoje, com 16 anos de profissão, além de responsável pelo Bom Dia RN, faz reportagens especiais para todos os jornais, apresenta o Globo Esporte local e é assessora de imprensa da Procuradoria Geral de Justiça do Estado. Andréia também é uma das principais incentivadoras da literatura infanto-juvenil, na imprensa do RN. Por se interessar bastante pelo futuro das crianças brasileiras e por ter participado e contribuído muito no PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas), recebeu o título de “Mensageiro da Prevenção”.

Grupo - Qual a sua opinião sobre a não obrigatoriedade do diploma de jornalista? A Universidade é dispensável na formação desse profissional?
Andréia Ramos - A Veja publicou um editoral elogioso, dizendo que a medida tinha sido a mais acertada, pois o diploma era um resquício da ditadura. Entretanto, hoje, ele tem uma função totalmente diferente. Naquela época, o diploma restringia a atuação do intelectual que quisesse escrever, pois o governo considerava subversivo ao sistema. Hoje, o diploma é uma qualificação que deve ser exigida de qualquer profissional. . Ser jornalista não é simplesmente uma questão de dom, até porque existem técnicas a serem aprendidas. Sobretudo, a universidade abre os horizontes para a questão da ética, fator primordial na formação de um bom profissional. É extremamente temerário que qualquer pessoa sem qualificação seja jornalista. A notícia é algo efêmero e perecível, quem lida com ela deve ser muito bem preparado. Acredito que o diploma é imprescindível.

G - O mercado de trabalho, tanto no Rio Grande do Norte quando no resto do país, está mais restrito/passa por uma crise devido a essa desregulamentação?
AR - Algo que me deixa feliz em relação ao mercado atual é que, por exemplo, o curso da UNP tem uma grade que estimula o jornalista ao empreendedorismo. O aluno sai da faculdade sabendo que pode ser um empresário da comunicação. Mesmo que ele não se encontre no mercado, pode então abrir a sua própria frente de trabalho. Com a multiplicação das mídias e a facilidade de acesso as pessoas ganham muito com o blog, com a mídia eletrônica e de maneira muito mais fácil do que há alguns anos quando era necessário bater na porta e apresentar o currículo. Hoje existem muitas vertentes para a profissão. Não acredito que o mercado passe atualmente por uma crise. Você pode se apegar ao problema ou pode criar alternativas, eu acredito muito nas alternativas. O jornalista recém formado chega às redações com muito mais domínio da mídia eletrônica o que possibilita a ele construir suas frentes de trabalho.

G - Com a ascensão da internet, você acredita que hoje as pessoas pararam de buscar a informação no telejornal ou tem ele como uma base para buscar as informações na internet? Ou acredita que o público continua consumindo os dois?
AR - Você agora tocou em um ponto importante que é a questão do público. Hoje vivemos em um momento de transição. A internet já é um veículo firmado, sem dúvida nenhuma, como uma busca por notícias, mas o povão ainda não sabe buscar a internet como fonte de informação. A fonte de notícias do povão ainda é a televisão, ainda é o rádio. Em muitas comunidades e para muitos públicos ainda é o rádio. Vá atrás de um torcedor para ver o que ele prefere: se ele prefere acompanhar o jogo na internet ou no radinho de pilha. É uma questão de público. Quando se avalia uma mídia, você tem que avaliar o público. A internet já possui um grande público, mas ainda não é a massa.

G - O público do telejornalismo busca um outro perfil de informação? Diferente do que vai buscar em outro meio como o impresso ou na internet?
AR - Não, acho que isso já existiu mais hoje em dia como as mídias estão mais acessíveis, eu acho que isso começa a se diluir um pouco, principalmente com a convergência das mídias, mesmo que o computador ainda seja “estranho” para uma parcela significativa da sociedade. As mídias estão fazendo uma interface cada vez maior uma com a outra, muito se pregou o fim do jornal impresso e do rádio com a televisão e posteriormente com a internet e eles souberam reagir, hoje em dia cada um tem seu portal na internet, tem ligações entre si e cumprem seu papel em informar.

G – A chegada da TV Digital contribuirá para o fortalecimento dos telejornais locais e para uma maior inserção de profissionais dessa área no jornalismo aqui do estado?
AR - Sim, sem dúvida. Até porque uma característica da TV Digital é essa diversidade de canais, essa variedade de plataformas de comunicação. É aí que entra a utilização do celular e de uma série de outras mídias eletrônicas. Com isso, o jornalismo local deve se firmar muito mais, pois com diversos canais pode-se discutir diversos assuntos. E isso abre frentes de trabalho, o que é muito bom para nós – jornalistas.

G – Para você, uma jornalista conceituada aqui no RN - o que é preciso, no telejornalismo, para se passar credibilidade aos telespectadores?
AR - Para qualquer uma das mídias, quer seja mídia impressa, mídia eletrônica, rádio ou televisão precisa-se ter um norte. O profissional precisa ter uma conduta ética. Ele precisa traçar um caminho e saber o que é certo e o que é errado. Em todos os aspectos de nossas vidas ficamos entre o sim e o não e é essa decisão que definirá a credibilidade do profissional. As pessoas não acreditam em você apenas porque está ali de blazer, com o cabelo escovado, maquiada. As pessoas acreditam em você pelo o que fez ontem. E assim se constrói uma história de credibilidade. As pessoas têm uma visão que televisão é apenas imagem, que é apenas uma menininha ou um menininho de rostinhos bonitos que lêem algo – muitas vezes até escrito por outras pessoas – que não sabe nem o que está lendo. É muito mais que isso. Quando lida-se com audiência e informação é muita responsabilidade e muita transpiração para apurar um trabalho, colocar um trabalho no ar com procedência.

G - Você tinha falado anteriormente da audiência. O que você acha desses telejornais que possuem um caráter sensacionalista?
AR - O sensacionalismo, ou o que agente rotula hoje de sensacionalismo, é uma coisa que na minha visão é do ser humano desde que o mundo é mundo. Mesmo antes da primeira televisão ser ligada, mesmo antes de o primeiro programa de rádio ser transmitido, o sensacionalismo está na essência do ser humano. Agora cabe a você ressaltar ou não, cabe a você responsável por um telejornal, por um programa de rádio, por um jornal, por um portal ressaltar ou não essa qualidade. Qualidade não, que isso não é qualidade. chamar atenção desse aspecto na pessoa ou não, porque todo mundo em menor ou maior escala é atraído por uma notícia sensacionalista, é uma constatação triste essa, mas é a verdade. Um exemplo claro que nem passa pela mídia – nem perto nem longe - um acidente de trânsito: quantas pessoas não param para olhar um acidente de trânsito, estando ele ou não sendo transmitido por uma TV ou por um rádio? Isso está na essência do ser humano, infelizmente, agora você pode aproveitar um espaço que você tem na televisão, por exemplo, que é o meu caso, e aproveitar para falar de educação, do combate as drogas ou você pode aproveitar para ressaltar o sensacionalismo. Então é uma questão de linha editorial, você pode falar do tema drogas, por exemplo, de duas formas diferentes: você pode simplesmente dar a notícia e ressaltar que a cidade está violenta, que é um absurdo e você pode falar das drogas de maneira construtiva como: com o viés da prevenção, da educação. Então linha editorial é que tem que ser discutida- que por onde passa pela questão do sensacionalismo- mas o sensacionalismo é uma coisa que está dentro das pessoas se você vai ou não optar por ele aí é outra discussão.

G - Pegando pelo lado do sensacionalismo e também da educação – que é o que deveria ser passado ao público - gostaríamos de saber a sua opinião sobre a guerra das emissoras Globo e Record, onde minutos preciosos estão sendo desperdiçados.
AR - Eu acho triste isso, porque é um espaço nobre - tanto o da Record quanto o Jornal Nacional- e que estão sendo usados para discutir um questão umbilical das empresas, uma questão que interessa apenas a eles e não à massa. E a massa termina sendo jogada para um lado e para o outro, para ver o que diz um e para ver o que diz o outro. Eu acho nada construtivo, no mínimo.

G - Qual é a importância da linha editorial para você? Já que a notícia virou mercadoria, pois muitas vezes ela atende a questões políticas, principalmente aqui no estado.
AR - Isso vai para a questão da linha editorial, também. Uma questão básica, um elemento básico do ser jornalista é essa questão da imparcialidade, de você saber que a notícia no mínimo dois lados, no mínimo, pelo menos, e esses dois lados têm que ser respeitados, é uma questão elementar.

G - “Os editores constroem o sentido da notícia no jornalismo contemporâneo, afinal, uma imagem vale mais que mil palavras”. Você concorda com essa afirmação?
AR - Não. Fale essa frase sem dizer uma palavra (risos). Acho isso um chavão e que não corresponde a realidade não. A imagem, a comunicação visual, principalmente nesta época de consumo muito rápido das notícias é impactante demais e ninguém vai desmerecê-la, mas a leitura, o texto, principalmente o bom texto, transforma a imagem, sem dúvida alguma.

G - Andréia, o sotaque é padronizado nos telejornais locais, você não acha que isso acaba prejudicando a originalidade local?
AR - Sim, e muito. Sou árdua defensora do nosso sotaque e, às vezes, sou até “xiita” quanto a isso. A Globo treina o repórter de rede para que o Jornal Nacional, principalmente, tenha uma “cara” no Brasil, e quando entrar no ar um repórter, o telespectador já identifique que ele é de tal lugar. Mas eu sou muito feliz nesse aspecto, pois fui a única repórter aqui da TV, nunca treinada pela Globo, que entrei com uma matéria no Jornal Nacional sem alterar meu sotaque, sendo eu mesma, e isso me gratifica muito mesmo. É essencial que respeitemos nossa cultura, temos que primar por isso tanto que nunca alterei meu sotaque, bato muito nessa tecla.

G - Muitas matérias da Inter TV foram premiadas e tidas como importantes desde a sua criação. Qual é o diferencial da emissora e o ponto principal para seu reconhecimento no mercado?
AR - A TV Cabugi tem um compromisso muito grande, uma responsabilidade muito grande com a apuração da notícia, com a checagem e busca pela informação correta, até porque a audiência exige isso de nós. “Ah, então nós nunca erramos?” De jeito nenhum, estamos propícios ao erro e conseqüentemente erramos, mas quando o fazemos a audiência cai em cima de nós. Então esse é o nosso termômetro. Não conseguimos fazer o perfeito, mas é essencial buscar o correto da maneira mais averiguada possível porque há uma exigência muito grande da nossa audiência e essa é a nossa responsabilidade.

G – Como apresentadora do Globo Esporte local e como telespectadora, qual a importância do telejornalismo esportivo? E o que o distancia do entretenimento?
AR - O telejornalismo esportivo é paralelo com o entretenimento. Ele tem aspectos da responsabilidade jornalística, do apurar. E tem muitos aspectos do entretenimento, da diversão. Acho que eles correm ali paralelos. Tem que ter a mesma responsabilidade, sobretudo porque o torcedor é um telespectador altamente exigente e passional, altamente coração, porque o torcedor não é razão. Então, é aí que temos que ser mais exigentes com a notícia, com a informação, com a maneira que se fala, para não pender nem para um lado, nem para o outro. Nem para o ABC, nem para o América, nem para o Alecrim. (risos) Então isso exige da gente muita responsabilidade jornalística, mas também passa pelo entretenimento, sem dúvida.

G - Você tinha falado anteriormente do espaço da educação na TV e recentemente você recebeu um prêmio por realizar um trabalho que incentiva o não uso das drogas pelas crianças, queríamos que você falasse um pouco desse trabalho.
AR - É o seguinte, o PROERD, é um projeto que eu me apaixonei muito e eu acho que todo mundo que se aproximar um pouco vai se apaixona, porque é extremamente contagiante. E esse é um projeto de prevenção às drogas, encampado pela polícia militar, que é quem deveria trabalhar na ostensividade, mas está trabalhando na prevenção. Então, a polícia entrou nesse vácuo, nesse trabalho de prevenção as drogas. Evidentemente que não preencheu todo porque é um vácuo enorme, é uma responsabilidade da família, da escola e de todos, porque quando se fala que ‘a criança é o futuro do estado, da nação’, isso é muito bonito, é até lírico, mas na prática o que você tem feito para acabar com isso? Você como jornalista, o que tem feito se não para acabar, que acabar pode até ser um sonho, mas para enfrentar, para combater isso? Nós vamos apenas deixar o tráfico avançar sobre as nossas crianças, sobre os nossos jovens? E a nossa responsabilidade social? Você como jornalista tem uma responsabilidade social, cada um de nós têm. Então, precisamos assumir esse controle para que o tráfico não avance desenfreadamente sobre nossas crianças. Fiquei muito feliz com esse prêmio e acredito que o PROERD foi muito generoso comigo, pois fiz muito pouco, poderia fazer muito mais. E assim eu acho que nós temos um papel. Não podemos nunca perder de vista esse papel social do jornalismo. Se envolver com o lado financeiro, – nada contra o dinheiro, nós precisamos dele, precisamos de salário, precisamos ser bem remunerados - mas devemos nunca nos apegar apenas a isso, devemos ter sempre em mente que temos um papel social, que somos formadores de opinião, que as pessoas se espelham em nós de uma alguma forma.

G - Com tantos anos de jornalismo, qual foi a notícia que mais lhe marcou até hoje?
AR - Uma cobertura que fiz sobre um mecânico que matou toda a família dele aqui em Dix Septo Rosado. Cheguei muito cedo para cobrir essa pauta já que sempre trabalhei no “Bom Dia RN”, então nós saímos daqui da TV com a informação de um assassinato e quando chegamos ao local descobrimos que eram oito pessoas. Chegamos antes do ITEP e entramos na casa que exalava o cheiro de sangue, os corpos todos expostos em vários lugares da residência; um bebê no berço aparentemente dormindo. E toda aquela cena me marcou muito. Na hora o estado de choque foi muito grande mais depois coube a reflexão, de como é que um homem é capaz de dizimar sua própria família por causa de uma suposta traição de sua mulher? A nossa profissão permite muitas reflexões, e essa é uma das magias da profissão; tanto podemos cobrir eventos maravilhosos como algo dramático como foi o caso é justamente nessa gangorra da vida que nós amadurecemos.

G - Qual seria a notícia perfeita, aquela que você gostaria de transmitir?
AR - Seria a mais feliz das jornalistas se eu pudesse transmitir que as drogas acabaram, que as nossas crianças estão todas protegidas deste mal, e que aquelas usadas pelo tráfico estão recuperadas. Essa seria a melhor notícia, porque são elas que vão construir nosso futuro, então todo cuidado é pouco.

G - Qual é o seu ídolo jornalístico, a pessoa que você mais admira na profissão?

AR - Neide Duarte, uma das jornalistas que possui os melhores textos, uma das visões mais humanas do jornalismo; eu a acho fantástica. Mesmo antes de ser jornalista, adolescente, sempre admirei muito seu trabalho na Globo, não digo que ela me inspirou, mas ela me chamava muita atenção, o jeito como ela tratava a notícia era encantador.

G - Qual foi o evento, o fato, que você queria ter coberto? Algum acontecimento que mesmo antes de você ser jornalista você sonhou ou sonha em transmitir?
AR - Eu acho que deve ter sido muito forte para qualquer jornalista a cobertura do ataque às torres gêmeas, aquele sem dúvida foi um fato extremamente marcante da contemporaneidade. Mas também tem a queda do muro de Berlim que é algo muito interessante. Qualquer um dos fatos marcaria muito a vida de um jornalista que cobrisse de perto esses acontecimentos.

Entrevista realizada pelos repórteres Isabelle Lourenço, Henrique Arruda, Nathália Carrilho e Silvia Correia para a disciplina Introdução ao Jornalismo da UFRN, sob a orientação da professora Socorro Veloso.

Abaixo, repórteres com a entrevistada Andréia Ramos.


sábado, 21 de novembro de 2009

Lentes cor-de-rosa

Ahhh... Enxergar tudo lindo, tudo perfeito, tudo sem defeito. Tudo cute cute. Tudo fofinho. É tão bom não é?
Todavia, sabe qual é o problema de se querer enxergar tudo com lentes cor-de-rosa? Você acaba se decepcionando com as pessoas e descobre que contos de fadas não existem. Que a realidade é dura. Que existem milhões de pessoas morrendo de fome enquanto algumas tentam desesperadamente emagrecer. Que alguns sofrem por não ter emprego e outros reclamam do trabalho, pois este ocupa todo o seu tempo. Pois é, a realidade é cruel, mas é nesse mundo das contradições que vivemos e é nele que devemos aprender a enxergar tudo com muito cuidado!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Aquarela


Se eu pudesse pintar o mundo sabe de que cor ele seria? Rosa! Os animais, as plantas, os oceanos, as praias, os prédios, tudo seria cor-de-rosa. Talvez assim a paixão – que essa cor representa - fosse disseminada entre os indivíduos e o mundo se tornasse repleto de amor, prosperidade e compaixão. E nele, as pessoas confiassem umas nas outras e tentassem extrair o melhor de cada uma. Com isso, todos viveriam em um mar de rosas.
Contudo, sabe qual é o problema de se optar apenas por uma cor? Optando por uma cor, você acaba optando pela exclusão das outras. Já vivemos em um mundo tão preconceituoso e repleto de desigualdades então, por que escolher apenas uma cor quando se pode utilizar todas?

Vamos usar:

o PRETO que permite a auto-análise, a introspecção, pode significar também dignidade, está associado ao mistério;
o BRANCO que remete a paz, sinceridade, pureza, verdade, inocência, calma;
o VERDE que simboliza esperança, perseverança, calma, vigor e juventude;
o VERMELHO ativa e estimula, significa elegância, paixão, conquista, requinte e liderança;
o AMARELO que desperta, traz leveza, descontração, otimismo. Simboliza criatividade, juventude e alegria;
o AZUL que produz segurança, compreensão. Propicia saúde emocional e simboliza lealdade, confiança e tranqüilidade;
o LARANJA que, além de significar movimento, espontaneidade, tolerância, gentileza, é uma cor estimulante;
o CINZA que promove equilíbrio e estabilidade;
o VIOLETA que significa sinceridade, dignidade, prosperidade, respeito;
o MARROM que associa-se a estabilidade, constância, significa responsabilidade e maturidade;
E, por fim, o ROSA que significa romance, sensualidade e beleza.

Vamos pincelar o mundo com todas as cores, transformando-o em uma aquarela. É disso que as pessoas precisam: diversidade, aceitarem o diferente e quebrarem os preconceitos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Não quero mais pensar

Já faz tempo que em vão
Tento não me recordar
E agora eu já acho
Que não quero mais amar

Procurei mil e um motivos
Pro meu coração fechar
Então, fiquei aqui sozinha
E comecei a mudar
Não me importa mais
O que você
Diz ou faz, então:

Refrão
Sai do meu coração e
Me deixa ser feliz de novo
Não quero mais lembrar
Tudo o que senti virou
Passado, enterrado no tempo
Não quero mais pensar
(Não quero mais)

Já não sou mais aquela
Garota fácil de amar
Sigo em frente com meus sonhos
Já não vou me enganar
Agi sem pensar
Mas não em vão

Repete refrão
Continuo aqui
Tentando esquecer
Mesmo que não me sinta tão bem só
E eu sei que não pensei,
Mas talvez assim tenha sido melhor

Repete refrão
Não quero mais pensar

(Paródia da música Before the Storm dos Jonas Brothers e Miley Cyrus)

sábado, 25 de julho de 2009

Especial Jonas Brothers

HISTÓRICO
Nick Jonas, o mais novo mebro da atual banda Jonas Brothers, começou a atuar na Broadway com apenas 7 anos. Em 2002, quando encenava o clássico "A Bela e a Fera", ele escreveu uma canção em parceria com o seu pai para cantá-la em uma campanha contra a AIDS. A música logo estorou nas rádios e ficou conhecida. Então, em 2004, o cantor iniciante assinou um contrato com uma gravadora e lançou o single "Dear God".
Em 2005, o novo presidente da gravadora não aprovou a voz de Nick sozinho. Foi a partir desse acontecimento que surgiu a mais nova boy band/ BB (banda de garotos).
Durante o primeiro ano de contrato, os Jonas Brothers se apresentavam em shows de outros artistas como Kelly Clarkson e Backstreet Boys. Apesar de, inicialmente, a gravadora prever a venda de apenas 50 mil cópias, para o primeiro álbum da banda It’s About Time, lançado em 2006, os meninos contaram com a colaboração musical de grandes compositores da música internacional. A primeira música de trabalho “Mandy” foi lançada no final de 2005 e seu vídeo clipe ocupou a quarta posição na MTV americana.
Apesar da constante troca de gravadora, os garotos começaram a fazer participações em trilhas sonoras de filmes da Nickelodeon e da Disney.
No segundo semestre de 2007, Jonas Brothers foi lançado e, logo na sua primeira semana de vendas, ocupou a 15ª posição na Billboard. A música “When You Look Me In The Eyes” - uma baladinha bem gostosa e suave, pra você que é adepto de músicas sentimentais, - estourou nas paradas de sucesso e foi promovida em uma parte da turnê de Avril Lavigne. Inúmeras aparições em canais de TV e eventos adolescentes, abriram novas portas para os Jonas.
Em 2008, os irmãos estrelaram o filme Camp Rock com Demi Lovato, transmitido pelo canal fechado, Disney Channel. Nesse mesmo ano uma turnê foi lançada para promover o filme e o terceiro álbum deles A Little Bit Longer, que foi toda gravada e ganhou uma versão 3D para o cinema. O show dos meninos no Brasil, também promoveu o filme.
E agora em julho de 2009, para completar essa "overdose" dos irmãos Jonas, o Disney Channel lança a série JONAS, estrelada pelos garotos.



A série JoNaS

Nessa nova série, os Jonas Brothers irão fazer o papel de três irmãos numa banda, contudo terão o nome de Lucas Brothers, e o JONAS do título é o nome da rua que eles moram.
Além de Rockstars, serão agentes secretos da Junior Operatives Networking As Spies (rede de operações de espionagem júnior/ J.O.N.A.S.) combatendo o mal. O mais novo irmão dos Jonas fará parte também do elenco dessa série. A pré-estréia no canal brasileiro ocorrerá nesse domingo (26/07) às 21 horas e 45 minutos. E a estréia será dia 31/07 às 19 horas e será apresentada todas as sextas nesse mesmo horário.
ABERTURA:

domingo, 12 de julho de 2009

Especial HP

Histórico do Mundo HP
- Livros e Filmes

1990
J.K. começa a escrever a série Harry Potter.
1996
A autora termina de escrever a história dos personagens.
1997
A editora Bloomsbury publica o primeiro livro da série: Harry Potter e a Pedra Filosofal.
1998
Sai o segundo volume: Harry Potter e a Câmara Secreta.
1999
É lançado o terceiro título e um dos mais populares entre o fãs da série: Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban.
2000
Harry Potter e o Cálice de Fogo chega às livarias .
2001
A Warner Bross lança o primeiro filme da série: Harry Potter e a Pedra Filosofal dirigido por Chris Columbus .
2002
O filme A Câmara Secreta é lançado no cinema. Foi um filme também dirigido por Chris Columbus que introduziu o clima sombrio nas telinhas.
2003
Depois de dois longos anos sem publicar novidades sobre a vida do bruxinho, J.K. lança Harry Potter e a Ordem da Fênix.
2004
O filme baseado no livro O Prisioneiro de Askaban é lançado nos cinemas. Esse foi o filme mais criticado pelos fãs, ficando conhecido como um dos piores por ter cortado grande parte das informações do livro que é tido como um dos preferidos dos Pottermaníacos.
2005
Esse foi um ano de novidades para os fãs da saga do bruxinho HP. Além do lançamentodo filme Harry Potter e o Cálice de fogo, uma adaptação muito bem feita do livro, os pottermaníacos puderam conferir também - em 26/11 o lançamento do sexto livro da série: Harry Potter e o Enigma do Príncipe.
2007
Foi o ano da quinta adaptação da série nas telinhas (Harry Potter e a Ordem da Fênix) e também do lançamento do sétimo e último livro do mundo dos bruxinhos.
2009
Depois de ter sido adiado de novembro de 2008 para julho de 2009 - por causa de uma greve de roteiristas, o sexto e brilhante filme da série finalmente chegou às telinhas no dia 15/07.

O ENIGMA DO PRÍNCIPE - Filme (Crítica)
A adapatação do sexto livro da série HP só não pode ser classificada como impecável por ter cortado, praticamente, todas as cenas das aulas que Dumbledore deu a Harry no seu sexto ano na escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Nessas aulas, o passado de Tom Riddle (Lord Voldemort) - a sua estranha e 'pura' família, a obsessão por objetos históricos e a paixão por seu único e verdadeiro lar (Hogwarts) - era revelado para Harry, por meio das lembranças do diretor e de alguns outros personagens, mostradas na penseira.
Outra coisa que foi retirada do roteiro - e que todos queriam ter visto - foi a batalha no castelo de Hogwarts entre os alunos e aurores contra os comensais da morte, como também o enterro e última homenagem a Alvo Dumbledore.
Contudo, o diretor David Yates e o roteirista Steve Kloves devem ser reverenciados pela mistura e dosagem certa do romance e do lado sombrio do filme.
Assim como o livro, o filme tem um final que deixa os espectadores com um arzinho de querer mais, pois como declarou J. K. Rowling: "Os dois últimos livros são tão relacionados que parecem duas metades de uma mesma história."

Todos os fãs ficam agora a esperar pela adaptação do sétimo e último livro da série que, para a felicidade geral, será dividida em dois filmes.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE 1 E PARTE 2
Título original: Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 1 // Part 2
Lançamento: Parte 1 - 19 de novembro de 2010 / Parte 2 - 15 de julho de 2011 (EUA).
Produtora: Warner Brothers Pictures; Heyday Films
Diretor: David Yates
Roteirista: Steven Kloves
Aguardamos ansiosíssimos! \o/

Confira abaixo algumas fotos dos bastidores:

quarta-feira, 1 de julho de 2009

AOS 70

As pessoas deveriam ter o desejo de chegar aos 70 anos felizes, junto de uma família estruturada e companheira; longe de doenças tanto corporais quanto psicológicas; e de terem realizado a maioria de seus projetos profissionais e sonhos da juventude. Entretanto, em uma sociedade como a nossa, em que o culto à beleza é imprescindível, torna-se cada vez mais comum a recorrência às salas de cirurgia, aos consultórios odontológicos e às aulas de aeróbica. Ajeita aqui, arruma ali; retoca aqui, levanta ali: esse parece ser o lema de grande parte dos jovens, adultos e idosos, o que os transforma em indivíduos eternamente insatisfeitos.
Um ótimo exemplo disso foi o que aconteceu com o rei do pop Michael Joseph Jackson (que nos deixou nessa última quinta-feira do mês, dia 25). A sua eterna insatisfação com a própria estética fez com que ele mudasse por completo sua fisionomia: de alisamento dos cabelos a mudança da cor de pele. Além de deteriorar a saúde física, essa atitude provocou sérios problemas psicológicos, culminando no uso excessivo e dependente de remédios que, segundo familiares, pode ter lhe custado a vida.
O que antes era realizado apenas por artistas famosos e socialites foi aprimorado pela medicina e pela tecnologia e com isso tornou-se bem mais acessível à classe média com descontos à vista ou suaves prestações. Agora, além de atingir todas as idades, essa obsessão pela ‘estética perfeita’ atinge quase todas as classes sociais.
O receio de envelhecer fez com que as pessoas se deixassem seduzir pela famosa “Síndrome de Peter Pan”. O medo de crescer, de assumir responsabilidades, compromissos e pressões da vida adulta passou a acompanhá-las, o que as fez indivíduos que escondem a idade a todo o custo e que são obcecados pelas academias e/ou por se transformarem em bonequinhas de luxo ou ‘saradões ’. O que era apenas um conto de fadas virou a mais pura realidade.
Todavia, para que todos esses tratamentos que provocam distúrbios e dependências? O ideal não seria fazer uma reeducação alimentar? Além de mais barato é muito mais saudável ao seu corpo e a sua mente. Dormir bastante - em tempo suficiente para repor as energias -, beber muita água, fazer exercícios, fugir da má alimentação: são hábitos e dicas proferidos constantemente por médicos e pelos meios de comunicação que devem ser colocados em prática. Esqueça a ditadura da beleza e da moda. Que deixemos que as rugas venham, que os cabelos embranqueçam e que as peles tornem-se secas, ásperas e opacas. Isso não é uma vergonha! Afinal, esses são os sinais do tempo vivido, das experiências compartilhadas e da sabedoria desenvolvida. Aprenda a se preocupar mais e a ser feliz com as coisas simples da vida. Viva mais, brinque mais, ria mais, beije mais, ame mais. Que aos 70, cada um possa olhar no espelho e ver o passado brilhante e tranqüilo que construiu e, assim como disse Olavo Bilac no seu poema “A Velhice”:
‘Não choremos amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo.
Envelheçamos Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!’

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Corrente

Sou grato ...
À MINHA MULHER, por dizer que teremos cachorro-quente ao jantar, porque ela está em casa comigo e não com algum outro não sei onde! AO MEU MARIDO, esparramado no sofa como um purê de batata, porque ele está comigo e não em algum boteco... À ADOLESCENTE LÁ DE CASA, que está reclamando por ter que lavar a louça, porque isso significa que está em casa, e não nas ruas... PELOS IMPOSTOS QUE PAGO, POIS ISTO SIGNIFICA QUE ESTOU EMPREGADO... PELA BAGUNÇA QUE RESTOU DEPOIS DA FESTA PORQUE ISTO SIGNIFICA QUE ESTIVE RODEADO DE AMIGOS...
PELAS ROUPAS QUE ESTÃO FICANDO APERTADAS,PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO MAIS QUE O SUFICIENTE PARA COMER... PELA MINHA SOMBRA QUE ME OBSERVA EM AÇÃO PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE ESTOU FORA, AO SOL... PELA GRAMA QUE PRECISA SER CORTADA, PELAS JANELAS QUE PRECISAM SER LIMPAS E PELAS CALHAS QUE PRECISO CONSERTAR,PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO UMA CASA... POR TODAS AS QUEIXAS QUE OUÇO CONTRA O GOVERNO PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TEMOS LIBERDADE DE EXPRESSÃO...
PELA VAGA QUE ACHEI BEM NO FINAL DO ESTACIONAMENTO PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE POSSO CAMINHAR E QUE TENHO MEIO DE TRANSPORTE...

PELA CONTA MONSTRUOSA DE ENERGIA QUE PAGO PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE ESTOU SEMPRE CONFORTÁVEL... PELA SENHORA DESAFINADA QUE CANTA ATRÁS DE MIM NA IGREJA PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE POSSO OUVIR....
PELA PILHA DE ROUPAS PARA LAVAR E PASSAR PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO ROUPA PARA VESTIR...

PELO CANSAÇO E MÚSCULOS DOLORIDOS AO FINAL DO DIAPORQUE ISSO SIGNIFICA QUE FUI CAPAZ DE DAR DURO O DIA INTEIRO...

PELO ALARME QUE DESLIGO PELA MANHÃ PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE CONTINUO VIVO...
PELOS ALOPRADOS QUE SÃO MEUS COLEGAS DE TRABALHO, PORQUE TORNAM O TRABALHO INTERESSANTE E DIVERTIDO...
E, FINALMENTE, POR RECEBER E-MAILS DEMAIS, pois isso significa que um monte de amigos pensam em mim!!!
Viva bem, ria sempre e ame com todo o seu coração!

Essa foi uma corrente que recebi de uma amiga e que me fez refeltir bastante. Me fez ver que apesar dos altos e baixos das nossas vidas, sempre devemos procurar o melhor lado do que acontece.
É muito melhor cultivar só as coisas boas e apertar na tecla DELETE tudo o que nos faz mal e nos coloca para baixo. Nada, mas nada mesmo só possui um lado ruim.
Por isso, a apartir de agora quando algo acontecer, procure o lado positivo desse acontecimento e não se deixe abater nunca! ;D

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Reorganizando conceitos

Com o desenvolvimento da Terceira Revolução Industrial, o mundo sofreu um grande abalo. O avanço tecnológico provocou a crescente difusão dos meios de comunicação de massa – da mídia – facilitando o acesso à informação pelo jovem.
Devido a esse acontecimento, o professor já não é mais o dono do saber nem da notícia. É com maior freqüência que os jovens chegam à s salas de aula com novos conhecimentos, até então, desconhecidos pelo educador, pois este - na maioria dos casos – não tem acesso às novas tecnologias. Isso gera o desinteresse desses alunos que, a não darem atenção à aula, acabam atrapalhando-a.
Contudo, o grande problema não está na desatualização tecnológica de alguns docentes, mas na distorção do comportamento dos jovens com o passar do tempo. O antigo ditado popular: “Quando o burro mais velho fala o mais novo murcha a orelha”, foi esquecido. O respeito aos mais velhos não é mais imprescindível e o desrespeito dos estudantes aos seus mestres é cada vez mais comum.
Discentes dispersos, falta de interação, conversas paralelas: esse é o perfil da maior parte das salas de aula, tanto de escolas públicas e privadas quanto nas universidades particulares e federais. É por causa desse desacato e desinteresse que os educadores perdem a vontade de se empenhar e ministrar a aula adequadamente. Com isso, os alunos que ainda queriam alguma coisa acabam perdendo o interesse, o que faz parecer com que o tempo na escola não passe.
Portanto, cabe ao docente atualizar-se e adequar a aula ao novo contexto, mas é também dever do aluno parar um pouco e ver se realmente a aula não presta ou se não é ele que não contribui para melhorar a situação. Antes de criticar, faça uma auto-análise e reveja seus conceitos. Só assim, com essa mudança de comportamento, o tempo nas salas de aula poderá ser muito mais bem aproveitado.
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