quinta-feira, 14 de maio de 2009

O poder exercido pelas palavras

Você já parou - alguma vez - para pensar na força que as palavras podem exercer? Elas exprimem tudo ou nada. Aperfeiçoam; explicam; magoam; afastam, mas também criam laços de amizade e amor eternos. Fazem com que livros tenham magia e que melodias possuam significado. Servem para agredir, mas também são utilizadas para enfeitiçar, seduzir. Ao mesmo tempo em que podem libertar podem oprimir. Guerras já foram decretadas por causa delas, mas a humanidade insisti em não perceber a potência (de construção ou destruição) que existe na sua utilização.
Nós, seres humanos, somos o único ser que as utiliza como meio de comunicação intrapessoal (consigo mesmo) e interpessoal (com o outro). Porém, somos descuidados com o uso adequado delas. Há os famosos “Papas na Língua” que confundem sinceridade com mal educação. Ferem as pessoas, com palavras grosseiras, sem se preocupar com as conseqüências de seus atos. Cultivam a discórdia, mas teimam em não perceber a origem daquilo que colhem. Parecem esquecer da Terceira Lei de Newton: “Para toda ação uma reação”.
Há também aqueles que têm o dom da fala e com isso são detentores de grande poder. Resta saber se esses indivíduos o usufruirão para o bem. Muitos já o utilizaram para o mal, como os líderes dos Regimes Totalitários que persuadiram as populações, gerando expressões de exacerbado fanatismo. Um exemplo disso foi o Nazismo de Adolf Hitler. Contudo, palavras de amor e compreensão já foram usadas para revolucionar o mundo. Em um momento que predominava a tirania dos imperadores romanos surgiu o Cristianismo, que tendo a figura de Jesus como o seu propagador, transformou a humanidade com palavras que continuam vivas até hoje.
Entretanto, um grande problema que pode surgir da utilização inapropriada delas é o Bullying que são aquelas “tirações de onda” que fazemos com colegas, parentes e/ou amigos. Proferindo palavras que diminuem, menosprezam e criam inseguranças - se realizadas a longo prazo - podemos contribuir para o desencadeamento de distúrbios psicológicos. Por isso, além de se ter cautela com o que se fala, devemos ter cuidado como falamos. Lembre-se que das três coisas que não voltam atrás a PALAVRA é uma delas. Devido a isso, torna-se necessário controlar nossas emoções para sabermos falar correto no momento certo, evitando problemas. Escutar e silenciar são ações que precisamos praticar mais.
Porém, nem sempre precisamos ficar quietos. Há momentos em que elas são de extrema importância sim. Cabe, então, a nós sabermos como e onde devemos utilizá-las. Afinal, as mesmas palavras que travam batalhas são aquelas que servem para aliviar a dor e buscar a paz.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Entrevista com o comunicador

1)Em qual ramo do jornalismo o senhor trabalha?
Jornalismo impresso, como editor geral do JH Primeira Edição, matutino que circula na Grande Natal.
2)O que foi mais importante na hora de escolher a profissão?
Sempre fui apaixonado pela comunicação. Desde criança gostei de ler revistas, jornais, assistir noticiários na televisão e ouvir rádio, principalmente o AM, que trazia mais informações que músicas. Tanto que comecei como radialista, em 1992, na Rádio Nordeste, em Natal. No jornal impresso, o começo foi em 1995, no semanário Jornal de Natal, onde era repórter da área policial.
3)O que é mais interessante nessa profissão?
O mais interessante na profissão é poder ver uma situação resolvida, uma pessoa carente beneficiada, depois da matéria que você fez foi publicada. Recentemente, tivemos um exemplo disso aqui no JH Primeira Edição: uma garotinha de cinco anos, muito doente, precisava de remédios. A Justiça tinha determinado que o Estado mantivesse o tratamento, mas o Governo recorreu e a menina continuava sofrendo. Publicamos a reportagem, relatando o caso. Dois dias depois, o Governo resolveu cumprir a determinação judicial. Na mesma semana, a garotinha e sua mãe vieram à redação, agradecer. Elas não precisavam ter vindo agradecer nada. Era nossa obrigação, enquanto veículo de comunicação, mostrar aquele problema. Foi muito bom ver a alegria das duas e aquela criança, na cadeira de rodas, sorridente, porque sabia que, a partir daquele momento, seu sofrimento seria menor.
4) O que é mais difícil?
O mais difícil é saber que tem muitos canalhas, inescrupulosos, exercendo a profissão de jornalista. Alguns são diplomados, outros não. Não é a faculdade que dá caráter a ninguém. É ruim termos conhecimento de colegas de profissão que utilizam dos veículos que trabalham e até de outros, por meio de amizades, para o auto-benefício, noticiando algo que interessa tão somente a uma parcela muito pequena. Lamento muito ter que ver isso: jornalista usando uma profissão tão espetacular como mercadoria. Isso é difícil de aceitar, mas é nessa hora que os verdadeiros profissionais se sobressaem e conseguem continuar na luta de noticiar o que, realmente, é notícia.
5) Como é o seu dia a dia profissional?
Meu dia a dia é cansativo, mas muito gratificante. Acordo cedo, vejo telejornais, leio jornais, navego em sites noticiosos, enfim, minha rotina é de procurar, sempre, estar bem informado. Da informação que tenho, a partir do que busco e do que dizem as minhas fontes, depende a qualidade do jornal que publicaremos no dia seguinte. Quando o jornal sai bom, com notícias “quentes”, fico muito feliz. Quando a qualidade do material não é tão bacana, confesso que fico decepcionado, mas aí começa o novo desafio, o de fazer o jornal para o dia seguinte; aí começa tudo de novo. Não tenho tempo para “curtir” o sofrimento.
6)Ao chegar em casa, depois do expediente, o senhor consegue se desligar do trabalho?
Não. Aliás, não acredito em jornalista que adora feriado, que torce para chegar o domingo para não trabalhar, que vive torcendo para que as férias cheguem logo. Muitas vezes, chego a sonhar trabalhando. Escolhi ser jornalista, ninguém me obrigou. Amo minha profissão. Sou jornalista 24 horas por dia, de domingo a domingo. A notícia não tem hora, nem dia, para acontecer e o bom jornalista precisa estar sempre perto dessa notícia, se tem comprometimento com a maior causa da sua missão: informar.
7)Existe algum segredo para ser um bom profissional?
Dedicação, nunca achar que é o melhor, jamais menosprezar as opiniões contrárias, respeitar os personagens das notícias e sempre checar as informações recebidas, para poder publicá-las. Todo dia precisamos aprender algo novo. As situações com as quais nos deparamos são muito diversificadas. Não podemos parar no tempo.
8)O senhor acha que as revistas e jornais perderam mercado com a ascensão da internet?
Não tenho nenhum dado concreto sobre isso, como uma pesquisa, por exemplo, embora acredite que sim, perderam. No entanto, não acho que as revistas e os jornais deixarão de existir nem tão cedo. São meios de comunicação importantes, tradicionais, que fazem parte da história das principais nações e merecem respeito. Quando eu trabalhava no rádio AM, não faltava quem dissesse que as FMs dominariam o mercado em pouco tempo. Hoje, vemos belos e vitoriosos exemplos de emissoras AM Brasil afora, como as rádio Globo, CBN, Band ,que ocupam muito bem o espaço a que têm direito.
9)E o mercado de trabalho? Realmente encontra-se saturado para o profissional da área de comunicação social?
O mercado está muito competitivo, em qualquer lugar. Os bons profissionais sempre terão espaço. Como disse anteriormente, a dedicação ao que se faz é de suma importância para o sucesso. Não adianta lamentar a falta de oportunidade, se quando ela aparece você não tem competência para assumi-la.
10) Que conselho o senhor daria para um jovem que quer ingressar nesta profissão?
Primeiramente, gostaria de parabenizar pela escolha. Quem ingressa na profissão de jornalista não pode parar de estudar, ler, buscar informações. A verdade é o grande combustível para que a caminhada seja vitoriosa. O jornalista precisa ser um porta-voz da sociedade, principalmente da fatia que mais sofre. Acredito que o jornalismo deve ter o comprometimento público de transformar realidades, denunciando falcatruas, mostrando bons exemplos, alertando para a violência, mas também ouvindo especialistas que apontem soluções. Jornalismo deve ser feito com amor e honestidade. O jornalista é um ser diferente, que precisa ser um observador incansável, para poder detectar o que é notícia, o que interessa à maioria. Jornalismo deve ser feito em prol da coletividade, jamais para agradar um público restrito. Os futuros jornalistas precisam de coragem e muita força de vontade, para que possam ultrapassar os obstáculos e consigam vaga em nosso mercado.

Abaixo, o jornalista João Ricardo entrevistando Padre Fábio de Melo.

Realmente vivemos em Tempos Modernos?

O processo de industrialização desencadeado pela Inglaterra na metade do século XVIII - e inicialmente restrito a ela - provocou uma enorme mudança na vida dos homens nos últimos séculos. O aparecimento das máquinas, além de aumentar a produção, fez com que o trabalhador fosse “substituído” por elas: os operários das fábricas, agora, se limitavam apenas a realizar tarefas mecânicas e repetitivas, quase desumanas, como podemos ver no filme Tempos Modernos de Charles Chaplin. A Revolução Industrial também proporcionou um aumento da quantidade de profissões, da circulação de mercadorias e, conseqüentemente, as cidades passaram a crescer em um ritmo acelerado e o campo conheceu um processo de mecanização: estava consolidado o sistema capitalista.
A partir da década de 70, o sistema capitalista de todos os continentes sofreu uma modificação, a chamada Terceira Revolução Industrial, onde ocorreu uma intensificação do comércio global, formação de blocos regionais, processo de flexibilização das fronteiras nacionais, bem como a reorganização do mundo do trabalho e do processo produtivo, onde a Era Industrial foi substituída pela Era da Informação com a revolução tecnológica contínua. Essa situação de avanço tecnológico contínuo provocou um fenômeno, o CONSUMISMO: o que é produzido atualmente não corresponde mais a uma necessidade real, mas ao simples ato de gastar dinheiro. É só observar a troca compulsiva de determinados produtos: celular, automóveis, roupas, sapatos, etc. O poder comprar parece ser o lema de status dessa nossa sociedade consumista.
Apesar das Revoluções Industriais terem trazido vários benefícios e comodidades para o homem (como o avanço das telecomunicações e da biomedicina), elas também trouxeram vários problemas além do consumismo, como: a intensificação das disparidades entre as nações e a globalização da miséria (o problema do desemprego não se prende mais ao mundo subdesenvolvido, mas também já faz parte do cotidiano dos países desenvolvidos); o Aquecimento Global, (o nosso planeta Terra levou bilhões de anos para aquecer 1 grau Celsius e com a industrialização, em apenas dois séculos, aqueceu 2,5 graus); o individualismo (o desejo de poder se apodera dos homens os fazendo esquecer-se do próximo) e a exclusão digital, (apenas 20% da população mundial têm acesso às novas tecnologias).
Então, será que podemos considerar o período em que vivemos como Tempos Modernos? Esse período é, na realidade, uma verdadeira faca de dois gumes, onde de um lado ostentamos e divulgamos todo esse avanço tecnológico e do outro continuamos a cultivar valores como preconceito, indiferença e superioridade.
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