quarta-feira, 6 de abril de 2011

O fotógrafo do "momento decisivo"

HISTÓRIA
22 de agosto de 1908: nascia em Chanteloup, França, aquele que mais tarde ficaria conhecido como um dos pais da fotografia moderna e do fotojornalismo - o repórter, fotógrafo e artista Henri Cartier Bresson.

Descendente de família burguesa parisiense, Bresson cresceu em meio a um ambiente afortunado. Quando criança, o pequeno Henri ganhou sua primeira câmera fotográfica, uma Box Brownie, com a qual produziu inúmeros instantâneos. Esse acesso facilitado às novidades tecnológicas acabou por gerar uma obsessão no menino pelas imagens.

Em 1931, aos 22 anos, Cartier-Bresson viajou à África, onde passou um ano como caçador. Entretanto, uma doença tropical obrigou-o a retornar à França. Foi neste período, durante uma viagem a Marselha, que ele descobriu verdadeiramente a fotografia, inspirado por uma fotografia do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo. 
por: Martin Munkacsi
Nesse meio tempo, ele comprou uma câmera portátil da marca Krauss. Contudo, a sua paixão pela arte de fotografar tornou-se latente ao ser apresentado a mais famosa câmera alemã: a Leica. Foi amor à primeira vista. A partir desse dia, o fotógrafo e a máquina seriam como unha e cutícula. “Desde que a encontrei, jamais me separei dela”, disse uma vez - em entrevista - Cartier Bresson.
“O papel do fotógrafo é documentar e para isso o necessário é uma câmera eficiente e intuição”, disse Bresson. Por outro lado, muito mais que a finalidade da reportagem de retratar o momento histórico, suas fotografias encantaram também pela beleza e originalidade. Suas fotos podem não ser espetaculares, mas certamente são lindas e verdadeiras. Em seu livro “Os europeus”, chama a atenção: “Os fotógrafos não fazem mais do que mostrar as agulhas do relógio, mas eles escolhem os seus instantes”.

Em 1932, ele iniciou sua carreira fotográfica, tornando-se o mais influente fotojornalista de sua época, desenvolvendo um estilo definido como a busca pelo “momento decisivo” ou “instante mágico”.
Para ele é o momento decisivo que expressa a essência de uma situação. Por isso, nunca realizou nenhum tipo de retoque ou manipulação de suas imagens.

("O Momento Decisivo" foi, inclusive o nome do seu primeiro Grande Livro: "The Decisive Moment" em 1952).

Sua contribuição para a reportagem é inegável, mas foi fotografando cenas cotidianas durante o período de 1930 a 1960 que sua fama se consolidou.





Cartier serviu ao exército fracês na Segunda Guerra Mundial, onde foi preso pelos nazistas e participou da Resistência Francesa. E em 1947, quando a paz foi estabelecida, o repórter fundou a agência fotográfica de fotojornalismo “Magnum”, em parceria com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour. Esse foi o período do desenvolvimento da sofisticação do seu trabalho.

A MAGNUM


A agência de fotografia continua no mercado até hoje. No site, podemos encontrar a seguinte frase de Bresson: “Magnum é uma comunidade de pensamento, de uma qualidade humana compartilhada, a curiosidade sobre o que está acontecendo no mundo um respeito pelo que está acontecendo e um desejo de transcrevê-lo visualmente".

Vídeo com as mais famosas fotos da Magnum:



Em 1966, por motivos pessoais, Bresson retirou-se da Magnum, mas permitiu que a Agência continuasse a distribuir suas fotos.

CARREIRA

Bresson fotografou eventos importantes da história mundial, entre eles: a morte de Gandhi, a China nos últimos meses do Kuomitang, a luta pela independência da Indonésia, o início da República Popular da china, o décimo aniversário da Revolução Popular Comunista, documentou a Rússia comunista (após a morte de Stalin) e a Revolução Popular Chinesa.




Revistas como a Life, Vogue e Harper's Bazaar contrataram-no para viajar o mundo e registrar imagens únicas. Da Europa aos Estados Unidos da América, da Índia à China, Bresson registrou os “instantes mágicos”. Tornou-se conhecido mundialmente por trabalhos publicados nas revistas Life e Paris-Match. Em 2000, estabeleceu a fundação que leva seu nome.

02 de agosto de 2004: morre com 95 anos, na cidade de Provença – na França – o famoso e mais conhecido “Pai do Fotojornalismo”. Seu nome figura ao lado dos grandes mestres da fotografia e sua linguagem e técnica continua a servir de inspiração às gerações de fotógrafos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Publicidade Consciente

Já se passou o tempo em que você recebia uma corrente de e-mail e encaminhava-a prontamente. Com a criação do Facebook, Orkut, Twitter e afins, a função dos endereços eletrônicos - como repasse de mensagens – entrou, praticamente, em desuso. Muitos de vocês abrem a caixa de entrada e ao depararem-se com correntes já as excluem. Mais alguns enviam-nas para spam.
Confesso que muitas vezes utilizei-me desses recursos. Entretanto, tem quem mande ainda e-mails com um teor informativo interessante e/ou importante. Foi então, que um dia desses recebi uma apresentação de slides com uma seleção de campanhas publicitárias do mundo todo que buscam a conscientização dos indivíduos sobre as mais variadas temáticas.

Algumas chamaram tanto a atenção e atingiram meu sentimentalismo, que resolvi compartilhar com vocês:












sábado, 2 de abril de 2011

Um rosto, uma paixão, uma personagem de HQ


Princesa em Roma, garota de programa em Nova York e até Cinderela em Paris. A atriz Audrey Hepburn encenou os mais variados papéis nas telonas. Foi ainda embaixatriz da Unicef, diva do estilista Givenchy e ícone para o mundo da moda. Todavia, você sabia que a atriz serviu de inspiração para a criação de um personagem de quadrinhos?


1998, cinco anos após a morte de Audrey, nascia a criminóloga Júlia Kendall. Publicada no Brasil pela editora Mythos, o gibi “J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga”, dá vida a uma jovem professora de criminologia da universidade fictícia de Garden City – em Nova Jersey - que auxilia a polícia local na resolução de crimes.
O rosto da personagem foi inspirado no da queridinha Audrey Hepburn, uma paixão – desde garoto – do roteirista italiano Giancarlo Berardi.
O roteirista de 60 anos, criou Júlia para ser uma heroína diferente do habitual nos HQ’s: ela não tem superpoderes. Na realidade, Giancarlo nunca teve interesse por super-heróis. O roteirista acredita muito mais no heroísmo de um pai de família, com três ou quatro filhos, que se sacrifica e abre mão de tudo para mantê-los bem, dar os estudos e ajudá-los a construir um futuro. Segundo ele, suas histórias giram em torno desse tipo de herói.
Para criar a trama do HQ, ele trabalhou durante quatro anos estudando os personagens. “A criação de um personagem precisa ser estudada, principalmente quando se trata de uma temática bastante abordada no mundo literário, como é o romance policial. Deve-se também ficar atento e captar idéias, diálogos e as situações do dia-a-dia com muito cuidado. Sem esquecer, é claro, do saudável hábito de se acompanhar nos jornais e telejornais o que se passa no mundo”, explica.


(O HQ possui 132 páginas, escritas por Berardi – foto - e colaboradores, recheadas de tramas policiais e de influências e profundidade)

Caraminholas


Não deixe-me aqui com caraminholas na cabeça. Quando eu mais precisar, segure a minha mão e leve-a de encontro a tua. Não esqueça-se de dizer o quanto me ama e quais os motivos para tal sentimento. Escreva uma carta enumerando-os. Ligue sem motivo aparente, apenas com a pretensão de desejar-me um bom dia.  E nunca, mas nunca procure entender o que se passa em minha mente. Não se chateie com meus descompassos e mudanças de humor. Somente lembre-se de uma coisa: você e eu – eu e você.

Uns trocados, um adeus e um pouco de reflexão


15 de março de 2011. Falece - vítima de câncer - o esposo de Sônia Maria Siqueira (50 anos), educadora da Creche Nossa Senhora da Esperança.

29 de março de 2011. Um enfarte inesperado acomete a educadora Sônia. Os médicos do Hospital Walfredo Gurgel (Natal/RN) decretam “falência cerebral”, como informou Cira - filha da professora. Como se não bastasse a tristeza de ter deixado o marido morrer à míngua, a depressão e o processo de definhamento tomaram conta de Sônia.

02 de abril de 2011. Morre às 10 horas do dia de hoje, a funcionária do MEIOS (Movimento Estadual de Integração e Orientação Social), Sônia Siqueira. A professora, assim como duas mil pessoas, estava sem receber seu salário desde outubro do ano passado.

Com a esperança no coração de ainda receber os atrasados – como prometera o governo do Estado - essa mãe de seis filhos e viúva, saía todos os dias de sua casa no Bairro do Bom Pastor e encaminhava-se a uma agência do Banco do Brasil para sacar o extrato de sua conta bancária. Sem sucesso. Triste ilusão.

Para Sônia, agora não importa mais se receberá seus trocados ou não. Não pôde aliviar a dor do marido, não poderá usufruir do seu direito de educadora infantil e cidadã, não poderá mais cuidar de seu filho portador de necessidades especiais. O que resta? Talvez um simples adeus e uma parcela de alívio para os filhos que herdaram a despesa do funeral do pai. Se é que irão receber esse dinheiro que custou a vida de sua mãe.

Será que nossos políticos irão esperar até mais uma pessoa morrer para resolverem pagar os salários atrasados dos funcionários do MEIOS? Será que a história de Sônia e o esfacelamento de sua família não serve para um pouco de reflexão?

(via blog da jornalista Thaisa Galvão: http://tinyurl.com/3zg6nwq)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

April Fool's Day

06h45min. O barulho de um casal de rouxinóis me desperta. Mal havia acabado de escovar os dentes, quando o celular tocou.


- Ring, ring:
♫ “Seems like everybody's got a price | I wonder how they sleep at night | When the sale comes first | And the truth comes second | Just stop for a minute and | Smile”.

Era o Anderson. Pelo tom de sua voz, alguma coisa terrível tinha acontecido. Fiquei sabendo que meu amigo poderia estar prestes a perder um de seus maiores bens. Meu confidente de infância não quis entrar em mais detalhes por telefone e pediu que fosse ao seu encontro, onde ele poderia explicar melhor.

Acabada a ligação, parei na sacada do apartamento, ainda preocupada, e observei o que se passava lá fora. O movimento das ruas daquela manhã era intenso.

Como o meu encontro com o Anderson seria na lanchonete mais próxima de casa, optei por colocar um vestidinho branco - simples -  um brinco de bola com a mesma tonalidade e uma rasteira creme. Cabelos soltos ao vento, fui andando ao encontro do meu aflito amigo.

Já sentada na mesa, vi de longe meu amigo que trazia um inexplicável sorriso nos lábios. lá Ao me ver, foi até minha direção, sentou-se na cadeira e segurou minhas mãos. Eu surpresa:
- Menino, que sorriso é esse? E o bem tão precioso que você está para perder?

Ele ainda com aquela cara sapeca falou: “O meu bem precioso é sua amizade, e tive medo de perdê-la ao pregar-lhe essa piadinha de primeiro de abril.

¬¬

Inesperadamente, puxou-me para mais perto e lascou-me uma beijokita.


Naquele dia cheguei à conclusão: o Anderson era um mentiroso.
Tá bom, tá bom. E um lindo também. Confesso.

.

.

.

Pois é, estamos sujeitos a esses tipos de brincadeiras que, como a da estória pode ser legal e até bonitinha, mas que geralmente são de muito mau gosto.

Mas e você?
Já parou para se perguntar
quando começaram
essas piadinhas de 1º de abril?
Sabe a origem dessa data pelo mundo a fora?
Não? Pois confira abaixo!



Origem do 1º de Abril


Existem as mais variadas explicações para o 1º de abril  ser considerado o Dia da Mentira. Uma delas diz que a brincadeira começou na França.

Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março e a data marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1º de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day, "Dia dos Tolos (de Abril)"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.



[ Via Blog do Hugo Sérgio (http://hugo.sergio03.zip.net/) - adaptado ]

Headband

O Hairband (acessório de cabelo), mais conhecido pelo nome de Headband (acessório de cabeça), fez sucesso entre as participantes femininas dessa 11ª edição do Big Brother Brasil. Maria, Jaqueline e Janaína se aproveitaram do look em diversas ocasiões.

Jaqueline, Janaína e Maria


Maaaaas... O que é Headband?

É uma espécie de arco que é colocada por cima do cabelo e tem um toque hippie e indígena. Todavia, o acessório pode ser mais clean e proporcionar um visual mais jovem e retrô, como o da personagem Blair -  do seriado Gossip girl - interpretado pela atriz Leighton Meester, cansou de esbanjar para nós.



Quando surgiu?

Esse acessório surgiu na Grécia antiga e foi utilizado para nomear os cidadãos em ocasiões especiais e eventos importantes. Os romanos também o usavam decorados com ouro e prata.

Somente por volta dos anos 60 e 70 que o Headband atingiu o seu auge e fez a cabeça de homens e mulheres. O movimento hippie foi o grande responsável por esse acontecimento. Está aí o tom hippie que o acessório provoca no look.



Confira abaixo fotos de alguns estilos de Headband:
1) Fininho e arrumado:

2) Lenço:


3) Fino e simples:
(Taylor Swift, cantora)
 4) Trançada:

 5) Étnica:


6) De materiais diferentes:
 
(Nicole Richie, Lily Allen, Micha Barton, Taylor Swift)


7) Trançada natural:



E agora, José?
Eu já aderi a nova tendência. E você?
Os Headbands fizeram sua cabeça?
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