terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Desculpa a sinceridade"


Ao som de “Oh Anna Juliaaaa”, a banda Los Hermanos estourou nas paradas de sucesso em 1999. Posteriormente, o grupo continuaria a lançar CDs aclamados pela crítica e a fazer sucesso no cenário nacional.

O vídeo abaixo com Rodrigo Amarante - baixo, guitarra, tamborim e voz do conjunto - foi realizado em uma coletiva de imprensa no Festival de Inverno de Vitória da Conquista em 2006. Apesar da entrevista ser antiga, as críticas levantadas sobre falhas do jornalismo brasileiro inquietam qualquer graduando de Comunicação Social ou profissional da área.

Seja pela falta de informação acessível, ou pelo tempo reduzido e corre-corre na redação, não existe desculpa alguma para um repórter insistir em uma pergunta pelo simples fato da mesma gerar polêmica e deixar o entrevistado em maus lençóis.

Rodrigo Amarante critica e discorre um pouco sobre o real papel do jornalista no vídeo abaixo. Confira!



Curiosidade: Rodrigo Amarantes estudou Jornalismo na PUC-RJ onde acabou por conhecer Marcelo Camelo e Rodrigo Barba. Mais tarde ele se tornaria um novo membro da banda Los Hermanos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Instituto Certus de Pesquisa

                                    

Diretor do Instituto Certus conversa um pouco sobre consultoria e pesquisa estatística

Mardone Cavalcante França, 63 anos, graduado em Estatística pela Universidade Federal do Ceará, possui especialização em Estatística Econômica e Social; mestrado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP) e doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Atualmente, Mardone França é professor do Departamento de Estatística e vice-chefe do Departamento de Ciências Atuariais na UFRN. Além do mundo acadêmico, o cearense atua no mercado com consultoria e pesquisa na área de pesquisa de opinião pública.
Diretor-chefe da Certus Pesquisa e Consultoria, Mardone conta um pouco para gente a história da sua empresa no Rio Grande do Norte, explica a importância das empresas de consultoria estatística e como funciona o processo de pesquisa de opinião. Em ano de eleição para prefeito e vereador, o professor opina também sobre a influência das pesquisas de opinião na hora do eleitor escolher seu candidato.

Silvia Correia: Como e quando surgiu a Certus Pesquisa e Consultoria?
Mardone França: Tudo surgiu por demanda. Ao chegar a Natal, percebi que naquela época, anos 1980, a cidade não tinha nenhuma empresa nessa área de pesquisa e consultoria estatística.  Juntamente com um colega, montamos a Axioma. Mais a frente a sociedade foi dissolvida e meu sócio ficou com o nome. Posteriormente, montei uma empresa chamada Escala, que funcionou por um tempo sob minha orientação. Porém, segundo o IRP (Instituto de Registro e Patente) já existia no Brasil uma empresa com esse nome. Então, o nome foi mudado para Certus, que vem do latim e quer dizer “aquilo que é certo”. E essa denominação explica bem a proposta da empresa que é fazer pesquisa, colher informações e dados corretos.

SC: Como se dá o processo de análise e consultoria estatística?
MF: O cliente apresenta a problemática. A partir da instituição e/ou produto de análise é que determinamos o perfil do público que será entrevistado. Então, montamos um questionário que tem por objetivo responder as dúvidas do cliente sobre o negócio. Essas informações são escolhidas de forma técnica. Escolhe-se uma amostra – selecionada aleatoriamente – que é aplicada na população. Com isso, se obtém os questionários que passarão por um processamento de dados, analisados estatisticamente. É a partir disso que os relatório serão montados e informações serão geradas, analisadas e apresentadas ao cliente.

SC: Quais os tipos de pesquisas oferecidas pela Certus?
MF: Trabalhamos com Pesquisa de Opinião Pública, que se divide em: pesquisa de mercado; eleitoral, de avaliação institucional e socioeconômica.

SC: As pesquisas eleitorais servem de instrumento de influencia da opinião pública?
MF: Hoje em dia não se faz mais campanha sem pesquisa eleitoral, sem essa busca de informação e aprovação ou desaprovação de um possível candidato. Elas influenciam somente o ânimo de um aspirante a prefeito ou vereador, por exemplo. Se esse candidato não vai bem nas pesquisas, o ânimo desaparece e sua militância e financiadores acabam por deixar de lado o apoio dedicado anteriormente. Ou seja, as pesquisas influenciam essa dimensão: a das pessoas ligadas diretamente à dinâmica de uma campanha. Mas o eleitor, em si, há muita controvérsia e nada é provado se influencia muito ou pouco.

Profissionais do Risco



Multidisciplinaridade do curso Ciências Atuariais aumenta vantagem competitiva e abre portas para atuação do profissional nas mais variadas áreas

O acontecimento de eventos indesejáveis é algo que corremos o risco de vivenciar a todo instante. No ramo empresarial, um dos principais desafios para as corporações é ter uma boa gestão de riscos. Em alguns setores, prever o futuro também é decisivo para o sucesso de uma empresa. Toda essa prática da análise cotidiana do risco é objeto de estudo do curso Ciências Atuariais.
A graduação, oferecida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no turno da noite, conta com 30 vagas anuais no vestibular, 10 pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e 15 vagas semestrais para egressos de Ciência e Tecnologia. Um prato cheio para quem é apaixonado pela matemática, o curso abrange disciplinas de: cálculo numérico; economia; estatística; contabilidade e matemática financeira, além de possuir noções de direito, administração e marketing.
“O cientista atuarial é um profissional que trabalha com modelos estatísticos aplicados às finanças. Então, necessariamente é preciso que ele tenha um bom embasamento de estatística, em especial seguro; previdência, capitalização e análise de investimentos”. É o que explica Antônio Hermes, 27 anos, professor de Ciências Atuariais na UFRN. Toda essa multidisciplinaridade e variedade de áreas de atuação coloca o futuro atuário em vantagem competitiva no mercado em relação aos demais profissionais. É o que enfatiza o estudante do 5º período de Ciências Atuariais, Maickel Ewerson Batista.
Regulamentada no Brasil em 1969, a profissão ainda é pouco conhecida. Segundo o Instituto Brasileiro de Atuária, apenas três mil pessoas exercem essa função no mercado brasileiro e 45 mil em todo o mundo. Entretanto, o mercado de trabalho para o bacharel em Ciências Atuariais tem crescido. Além de concursos, existe a possibilidade de colocação profissional em prefeituras de todo o país, já que os municípios necessitam ter seu próprio regime de previdência. Na UFRN, essa oportunidade começa a se encaminhar com o projeto iniciado agora no início de 2012. Criado por professores do Departamento de Estatística e Ciências Atuariais da UFRN, o projeto visa implantar um regime próprio de previdência social no Rio Grande do Norte.  
Com um salário de varia de 2.000 a 20.000, o setor privado desse profissional possui um leque de opções. As melhores oportunidades estão nas companhias de seguros, entidades abertas de previdência complementar, operadoras de plano de saúde e empresas de capitalização. Outra área de atuação desse profissional é o ramo da consultoria estatística, que se propõe a resolver, auxiliar e analisar problemas de empresas e instituições, como esclarece Mardone Cavalcante França, professor do Departamento de Estatística e Diretor da Certus Pesquisa e Consultoria – empresa pioneira no Rio Grande do Norte no ramo da pesquisa e consultoria. 

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