sábado, 3 de abril de 2010

Incontinência Verbal


SAÚDE PÚBLICA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em mais um de seus rompantes habituais de incontinência verbal, diz ter encontrado os culpados pelo caótico sistema de saúde nacional: os médicos.. Segundo reportagem veiculada sexta-feira em diversos jornais brasileiros, o presidente reclamou que "os médicos não aceitam ou cobram caro para trabalhar no interior e nas periferias" e que "é muito fácil ser médico na Avenida Paulista".
Lula também criticou o Conselho Federal de Medicina, pedindo o reconhecimento dos diplomas dos médicos formados em Cuba. Ainda em tom jocoso, criticou o médico responsável pela amputação do seu dedo mínimo da mão esquerda. Sua ira se voltou também para os contrários à cobrança de novo tributo para aumentar os recursos para o setor de saúde. 
O que o presidente finge não saber é que o médico sozinho, no interior ou em periferias, é incapaz de promover saúde. Ele precisa de apoio para exercer sua profissão, como laboratórios, equipamentos para exames, hospitais, enfim, tudo o que não é prioridade ou é claramente insuficiente em seu governo. Lula também finge não saber que ninguém é contra o médico cubano: exige-se apenas que ele, como qualquer outro, se submeta ao exame de avaliação exigido para formados no exterior. 
Quanto à CPMF, governar impondo novos impostos ao já fatigado povo brasileiro é tão vulgar quanto dizer que é "fácil ser médico na Avenida Paulista". A Associação Médica Brasileira (AMB), em nome dos mais de 350 mil médicos brasileiros, sente-se ultrajada com as declarações do sr. Lula, visto inverídicas, por considerar que elas não condizem com o cargo que S. Sa. ocupa e por atingir a dignidade e a honradez daqueles que, diariamente, em hospitais ou consultórios, muitas vezes em condições precárias, lutam por manter a saúde do povo brasileiro. O presidente Lula deve um pedido de desculpas à classe médica brasileira.

José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB

 (Reportagem presidente Lula na Folha de São Paulo - 30/3/2010‏) 
                                                                   (recebida via e-mail)


Desrespeito aos médicos, desrespeito à nação
Os médicos cobram muito caro ou não aceitam trabalhar nos interiores e periferias? E os muitos médicos como o oftalmologista Rodney Andrade que morreu dia 05 de março a caminho de um mutirão de cirurgias gratuitas pela cidade de Caicó (RN)? Então, agora é culpa dos médicos os hospitais não possuírem materiais suficientes para a demanda de pacientes? É culpa dos profissionais da medicina não haverem laboratórios, medicamentos e hospitais para as pessoas carentes e desprivilegiadas que compõem mais da metade da população brasileira?

Ao invés do excelentíssimo senhor presidente sair procurando culpados para os estado caótico da saúde do nosso país porque ele não procura uma solução?! É muito fácil apontar o dedo. O difícil mesmo é saber utilizá-lo para o bem maior.

Pois é, se for depender das decisões do senhor presidente o estado da saúde brasileira continuará caótico, o Brasil nunca verá seus problemas solucionados e as profissões terão as quedas dos seus diplomas. Afinal, para que passarmos 5 ou 6 anos em uma faculdade não é mesmo? Basta saber a prática e fim de papo.


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Laços (Ties) - 2007

Clarice Falcão, 21 anos, recifense, é filha do cineasta João Falcão e da roteirista e escritora Adriana Falcão. Apesar de jovem, essa atriz e cantora brasileira já possui diversos trabalhos como: na trilha de Lisbela e o Prisioneiro; na novela A Favorita como Mariana, a filha de Catarina (Lília Cabral) e, mais atualmente, ela foi a responsável pela música no filme Apenas o Fim e – juntamente a Matheus Souza, re-adaptou a peça Confissões de Adolescente. Mas Clarice, estudante de cinema da PUC-Rio, se destacou mesmo dirigindo e atuando diversos curtas-metragens.
Laços (Ties), seu curta de maior expressividade, ganhou o concurso “Youtube Project: direct” o que permitiu que ele fosse exibido no Festival Sundance (maior evento do cinema independente mundial), nos EUA, em janeiro de 2008.
O curta conta basicamente a história de uma garota que perde o pai e desesperada encontra um garoto que a faz refletir e se acalmar um pouco.
É triste mesmo perder alguém que gostamos. Seja pela fatalidade da morte ou pelo distanciamento do tempo. A dor nos consome. Quase nos mata por dentro. Passamos pela fase da negação: não queremos acreditar no ocorrido. Então, o bom senso fala e é nesse momento que o desespero nos invade, pois nunca mais poderemos compartilhar momentos felizes ou tristes com essa pessoa que tanto amamos. Contudo, o curta nos mostra muito bem que, se o laço feito for realmente firme poderemos ter certeza e nos orgulhar que ele será eterno. Não importando a distancia ou a separação.
Pois é queridos, num mundo como nosso, onde as relações são muito mais superficiais e se desgastam e desfazem com a maior facilidade é preciso saber construir e atar bem os nossos laços para que estes sejam eternos.

Laços, além de ser um curta-metragem bem feito, passa essa mensagem linda e tocante e conta com um final imprevisível e intrigante. Vale a pena conferir! ;)

CURTA:

FICHA-TÉCNICA:

Produção: Adriana Falcão

Direção: Flávia Lacerda

Fotografia: Felipe Reinheimer

Trilha-sonora: Clarice (tradução da música Australia, composta e cantada por Clarice Falcão.)

Ano: 2007

Duração: 6 min. 43 seg

Participou: concurso “Youtube Project: direct” = vencedor. Festival Sundance 2008 (EUA – Janeiro 2008)

Atores: Clarice Falcão e Célio Porto Jô Abdu

Cenário: ruas do bairro Jardim Botânico (RJ) e cenas adicionais na casa de Clarice.
Custo: R$ 1.500,00
Benefício: rendeu um prêmio de US$ 5 mil, pago pelo YouTube, além da cobiçada viagem para participar do Sundance.
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