quarta-feira, 17 de junho de 2009

Reorganizando conceitos

Com o desenvolvimento da Terceira Revolução Industrial, o mundo sofreu um grande abalo. O avanço tecnológico provocou a crescente difusão dos meios de comunicação de massa – da mídia – facilitando o acesso à informação pelo jovem.
Devido a esse acontecimento, o professor já não é mais o dono do saber nem da notícia. É com maior freqüência que os jovens chegam à s salas de aula com novos conhecimentos, até então, desconhecidos pelo educador, pois este - na maioria dos casos – não tem acesso às novas tecnologias. Isso gera o desinteresse desses alunos que, a não darem atenção à aula, acabam atrapalhando-a.
Contudo, o grande problema não está na desatualização tecnológica de alguns docentes, mas na distorção do comportamento dos jovens com o passar do tempo. O antigo ditado popular: “Quando o burro mais velho fala o mais novo murcha a orelha”, foi esquecido. O respeito aos mais velhos não é mais imprescindível e o desrespeito dos estudantes aos seus mestres é cada vez mais comum.
Discentes dispersos, falta de interação, conversas paralelas: esse é o perfil da maior parte das salas de aula, tanto de escolas públicas e privadas quanto nas universidades particulares e federais. É por causa desse desacato e desinteresse que os educadores perdem a vontade de se empenhar e ministrar a aula adequadamente. Com isso, os alunos que ainda queriam alguma coisa acabam perdendo o interesse, o que faz parecer com que o tempo na escola não passe.
Portanto, cabe ao docente atualizar-se e adequar a aula ao novo contexto, mas é também dever do aluno parar um pouco e ver se realmente a aula não presta ou se não é ele que não contribui para melhorar a situação. Antes de criticar, faça uma auto-análise e reveja seus conceitos. Só assim, com essa mudança de comportamento, o tempo nas salas de aula poderá ser muito mais bem aproveitado.

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