quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pequenos acontecimentos, Grandes mudanças


Capítulo II - A decisão de Cláudia

Cláudia chegou ao shopping por volta das 14h30min, bem mais cedo que o combinado com Amanda que seria às 16 horas. Deu uma passeada básica pelas lojas preferidas e depois foi para frente do cinema esperar a amiga. Trinta minutos depois o celular toca. Era Amanda avisando que não poderia ir se encontrar com ela por causa de imprevistos pessoais. Amanda se desculpou e Cláudia – boa amiga como era – fingiu não ligar e disse que não teria problema. Contudo, Cláudia ficou triste sim. Não acreditava que quando finalmente havia saído de casa sua amiga tinha lhe dado bolo. Enfim... Como já estava em frente ao cinema, iria assistir ao filme assim mesmo. Comprou pipoca, refrigerante e aguardou o horário da sessão.
Sala liberada, poltrona escolhida e já acomodada, a garota olha para a porta de entrada e quem ela vê entrar (e sozinho)? Sim, sim. Seu amigo Carlinhos. O olho da menina brilha de felicidade. Contudo, ela fica a pensar: destino, acaso ou empurrãozinho da amiga? Ahhh, nada mais importava. Ela estava feliz demais para pensar nisso. Não teria que ver o filme sozinha e ainda por cima estaria com seu companheiro de risadas preferido. A adolescente acenou para o amigo. Ele logo viu e abriu um sorriso de orelha a orelha. Aquele sorriso gentil e carinhoso que derrete qualquer uma. Foi uma felicidade só.

E o filme começou. Eles riram, gritaram, e morreram de rir novamente com as cenas da película com as mais improváveis formas de se morrer. Pipoca e refrigerante divididos. Tempo aproveitado e compartilhado. O shopping já estava a fechar. Então, eles finalmente resolveram ir embora. O caminho de volta para casa foi bem descontraído: Carlos, sem habilitação, dirigindo o carro de seu pai; a música I’m Yours de Jason Mraz, de fundo; e muitas, muitas risadas. O medo de serem pegos por uma blitz nem parecia os afetar. Cláudia ria muito com as besteiras do amigo e eles relembravam os tempos de criança. Todavia, a Rua das Gaivotas já se aproximava. O carro parou. A despedida dos dois foi breve: um beijinho no rosto e a promessa de uma saída para o parque no dia seguinte.
A adolescente entrou em casa. Tomou um bom banho, deu boa noite aos pais e foi se preparar para dormir. Já no quarto, começou a fazer o que sempre fazia antes de dormir: pensar no dia que se passou e em como estava a sua vida até aquele momento. E Cláudia pensou e pensou. Estava tão alegre, fazia um bom tempo que aquela sensação de calmaria invadira seu coração. De tanto pensar ela acabou por adormecer.
E amanheceu. Ela acordou e já havia se decidido: a partir daquele dia não perderia mais tempo com o que já era passado. Não desperdiçaria os seus tão preciosos minutos de juventude com o que não a levaria para frente. Passaria a enxergar tudo com uma visão renovada. Assim como um míope - que necessita frequentemente ajustar suas lentes - foi com ela: a garota precisou aprender a ajustar seus pensamentos e sentimentos para seguir em frente enxergando com uma maior clareza.
Agora se sentia bem, e havia percebido também que todo aquele tempo de isolamento não tinha sido em vão. Ela estava mais madura. Tinha refletido muito e começava a mudar de postura. Como um recém-nascido, ela estava a despertar para vida novamente. 
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Dois anos se passaram. Cláudia agora é universitária - caloura de Engenharia da Computação. E Carlos é calouro do curso de Medicina. Os dois entraram juntos na universidade e namoram há dois anos. Se eles serão felizes para sempre? Ahhhh... Isso só o tempo dirá. Afinal, eles são só apenas calouros não é?! Ainda têm muito caminho a percorrer. ;)

Um comentário:

Anne disse...

SILVITXAAAAAA!!!!!!!!!!!!!
Gostei do final reflexivo, do tom simples(não é simplório, veja bem) da história. Tipo, coisas tão cotidianas e atuais que levaram a reflexão. Depois dessa "historinha" (como você chamou), quem sabe até eu saio da toca, não é?! hehehehe

Continue escrevendo muitas "historinhas" que eu quero ler! Eu realmente gostei do seu texto! ;) (e ri com "o mais difícil: escolher a combinação perfeita de roupas e acessórios." #TextoSilvístico!!!!)

Obs.1: Já pensou em escrever crônicas para um jornal ou coisa do tipo?
Obs.2: Claudinha não devia ter ido de preto... Devia ter ido de rosa em homenagem à madame que a criou! hahahaha

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