segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Profissionais do Risco



Multidisciplinaridade do curso Ciências Atuariais aumenta vantagem competitiva e abre portas para atuação do profissional nas mais variadas áreas

O acontecimento de eventos indesejáveis é algo que corremos o risco de vivenciar a todo instante. No ramo empresarial, um dos principais desafios para as corporações é ter uma boa gestão de riscos. Em alguns setores, prever o futuro também é decisivo para o sucesso de uma empresa. Toda essa prática da análise cotidiana do risco é objeto de estudo do curso Ciências Atuariais.
A graduação, oferecida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no turno da noite, conta com 30 vagas anuais no vestibular, 10 pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e 15 vagas semestrais para egressos de Ciência e Tecnologia. Um prato cheio para quem é apaixonado pela matemática, o curso abrange disciplinas de: cálculo numérico; economia; estatística; contabilidade e matemática financeira, além de possuir noções de direito, administração e marketing.
“O cientista atuarial é um profissional que trabalha com modelos estatísticos aplicados às finanças. Então, necessariamente é preciso que ele tenha um bom embasamento de estatística, em especial seguro; previdência, capitalização e análise de investimentos”. É o que explica Antônio Hermes, 27 anos, professor de Ciências Atuariais na UFRN. Toda essa multidisciplinaridade e variedade de áreas de atuação coloca o futuro atuário em vantagem competitiva no mercado em relação aos demais profissionais. É o que enfatiza o estudante do 5º período de Ciências Atuariais, Maickel Ewerson Batista.
Regulamentada no Brasil em 1969, a profissão ainda é pouco conhecida. Segundo o Instituto Brasileiro de Atuária, apenas três mil pessoas exercem essa função no mercado brasileiro e 45 mil em todo o mundo. Entretanto, o mercado de trabalho para o bacharel em Ciências Atuariais tem crescido. Além de concursos, existe a possibilidade de colocação profissional em prefeituras de todo o país, já que os municípios necessitam ter seu próprio regime de previdência. Na UFRN, essa oportunidade começa a se encaminhar com o projeto iniciado agora no início de 2012. Criado por professores do Departamento de Estatística e Ciências Atuariais da UFRN, o projeto visa implantar um regime próprio de previdência social no Rio Grande do Norte.  
Com um salário de varia de 2.000 a 20.000, o setor privado desse profissional possui um leque de opções. As melhores oportunidades estão nas companhias de seguros, entidades abertas de previdência complementar, operadoras de plano de saúde e empresas de capitalização. Outra área de atuação desse profissional é o ramo da consultoria estatística, que se propõe a resolver, auxiliar e analisar problemas de empresas e instituições, como esclarece Mardone Cavalcante França, professor do Departamento de Estatística e Diretor da Certus Pesquisa e Consultoria – empresa pioneira no Rio Grande do Norte no ramo da pesquisa e consultoria. 

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