domingo, 6 de novembro de 2011

O fotógrafo do momento explosivo

Cada artista possui sua peculiaridade e esquisitice. Inovar. Essa é a palavra de ordem para qualquer bom artista. No caso dos fotógrafos, para a reprodução de uma foto de qualidade basta apenas disparar a câmera no momento certo. Entretanto, para o fotógrafo americano Alan Sailer, 56 anos, este processo é levado ao pé da letra.

Especialista em fotografia de alta velocidade, Sailer, desenvolveu um mecanismo em que a sincronia entre uma pistola de ar comprimido + uma câmera Nikon D40 registra o exato momento de impacto nos objetos.
Para o processo, o artista explica que diminui o tempo de exposição do flash de um milésimo de segundo para um milionésimo para que, assim, seja possível capturar a imagem em câmera lenta. “A preparação é muito interessante. Leva-se muito tempo para posicionar o objeto e programar a câmera. Um segundo depois acabou. Se você tem a foto, maravilhoso. Do contrário, o que resta é a bagunça para limpar”, afirma Sailer.

O estúdio, onde é exercitada a técnica, fica na garagem da casa do artista e é um local extremamente bagunçado, como explica Sailer: “Explodir esses objetos faz muita sujeira. Eu gasto o mesmo tempo para limpar e para fotografar”.

Apesar de ser uma técnica perigosa, Alan Sailer se protege com a utilização de óculos protetores todo o tempo. “Até hoje, só me machuquei com estilhaços de vidro”, conta o fotógrafo.

Mas e como o trabalho do fotógrafo Alan Sailer ficou famoso? Através do compartilhamento de seu Flickr na internet. Algum internauta achou o site e publicou em sua rede social. Com isso, o número de visualizações das páginas cresceu e centenas de emails começaram a chegar para Sailer, inclusive de jornais e revistas.

Confira abaixo algumas das fotos do fotógrafo do momento explosivo:






 Para conhecer mais um pouco do trabalho de Alan Sailer, acesse: http://tinyurl.com/co58d8

sábado, 29 de outubro de 2011

Sustentabilidade: a nova tendência

Curso de Engenharia Têxtil da UFRN apresenta estande na CIENTEC 2011 sobre customização de roupas

Descarte rápido de peças mais substituição por novas tendências de estação em estação são algumas das premissas do Mundo da Moda. Porém, você já parou para pensar que moda e conservação do meio ambiente podem andar de mãos dadas?

Com a temática “Inovação para o desenvolvimento sustentável”, a 17ª edição da Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) contou com diversas estandes de pesquisas universitárias sobre a pauta sustentabilidade. Entre elas, localizada no Pavilhão III da feira, estava a estande RECICLANDO MODA das estudantes do curso de Engenharia Têxtil.

O objetivo do projeto foi simples: fazer com que os visitantes refletissem sobre o processo de fabricação das vestimentas e promover, assim, o ‘consumo sustentável’. “As pessoas nunca param para se perguntar quanto tempo a roupa que usam vai durar. Ao ser jogada fora, dependendo do material de composição, ela poderá demorar anos para se decompor. Por que então, ao invés de descartar as peças de roupa, não incentivamos e ensinamos sobre a importância da customização?, afirma Érica Batista, 23 anos, estudante do quarto período de Engenharia Têxtil e participante do projeto.

Érica Batista, 23 anos
Entretanto, compor um visual para muitos dos consumidores não é nada fácil. Muito menos escolher e saber combinar as peças exatas de roupa. Então, o que é necessário para aprender a dar aquele up no look e transformar peças - que já não fazem mais parte da alta estação - em algo prático, bonito e usável no dia-a-dia? Observar looks, degustar blogs de moda e abusar da criatividade, como explica Érica, é a receita perfeita para um guarda roupa fashion e sustentável.


Cinco dicas para deixar seu guarda roupa verde:

1)      Planeje antes de comprar. Não compre por impulso;
2)      Ame suas roupas. Cuide-as com carinho. Defeitos provocados por acidentes podem ser reparados;
3)      Evite lavagem a seco. Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena;
4)      Encontre uma nova utilidade. Reciclar não é somente reaproveitar. Seja criativo, inspire-se no mundo a sua volta e aproveite o que já existe para reinventar;
5)      Escolha roupas éticas. Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O fotógrafo do "momento decisivo"

HISTÓRIA
22 de agosto de 1908: nascia em Chanteloup, França, aquele que mais tarde ficaria conhecido como um dos pais da fotografia moderna e do fotojornalismo - o repórter, fotógrafo e artista Henri Cartier Bresson.

Descendente de família burguesa parisiense, Bresson cresceu em meio a um ambiente afortunado. Quando criança, o pequeno Henri ganhou sua primeira câmera fotográfica, uma Box Brownie, com a qual produziu inúmeros instantâneos. Esse acesso facilitado às novidades tecnológicas acabou por gerar uma obsessão no menino pelas imagens.

Em 1931, aos 22 anos, Cartier-Bresson viajou à África, onde passou um ano como caçador. Entretanto, uma doença tropical obrigou-o a retornar à França. Foi neste período, durante uma viagem a Marselha, que ele descobriu verdadeiramente a fotografia, inspirado por uma fotografia do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo. 
por: Martin Munkacsi
Nesse meio tempo, ele comprou uma câmera portátil da marca Krauss. Contudo, a sua paixão pela arte de fotografar tornou-se latente ao ser apresentado a mais famosa câmera alemã: a Leica. Foi amor à primeira vista. A partir desse dia, o fotógrafo e a máquina seriam como unha e cutícula. “Desde que a encontrei, jamais me separei dela”, disse uma vez - em entrevista - Cartier Bresson.
“O papel do fotógrafo é documentar e para isso o necessário é uma câmera eficiente e intuição”, disse Bresson. Por outro lado, muito mais que a finalidade da reportagem de retratar o momento histórico, suas fotografias encantaram também pela beleza e originalidade. Suas fotos podem não ser espetaculares, mas certamente são lindas e verdadeiras. Em seu livro “Os europeus”, chama a atenção: “Os fotógrafos não fazem mais do que mostrar as agulhas do relógio, mas eles escolhem os seus instantes”.

Em 1932, ele iniciou sua carreira fotográfica, tornando-se o mais influente fotojornalista de sua época, desenvolvendo um estilo definido como a busca pelo “momento decisivo” ou “instante mágico”.
Para ele é o momento decisivo que expressa a essência de uma situação. Por isso, nunca realizou nenhum tipo de retoque ou manipulação de suas imagens.

("O Momento Decisivo" foi, inclusive o nome do seu primeiro Grande Livro: "The Decisive Moment" em 1952).

Sua contribuição para a reportagem é inegável, mas foi fotografando cenas cotidianas durante o período de 1930 a 1960 que sua fama se consolidou.





Cartier serviu ao exército fracês na Segunda Guerra Mundial, onde foi preso pelos nazistas e participou da Resistência Francesa. E em 1947, quando a paz foi estabelecida, o repórter fundou a agência fotográfica de fotojornalismo “Magnum”, em parceria com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour. Esse foi o período do desenvolvimento da sofisticação do seu trabalho.

A MAGNUM


A agência de fotografia continua no mercado até hoje. No site, podemos encontrar a seguinte frase de Bresson: “Magnum é uma comunidade de pensamento, de uma qualidade humana compartilhada, a curiosidade sobre o que está acontecendo no mundo um respeito pelo que está acontecendo e um desejo de transcrevê-lo visualmente".

Vídeo com as mais famosas fotos da Magnum:



Em 1966, por motivos pessoais, Bresson retirou-se da Magnum, mas permitiu que a Agência continuasse a distribuir suas fotos.

CARREIRA

Bresson fotografou eventos importantes da história mundial, entre eles: a morte de Gandhi, a China nos últimos meses do Kuomitang, a luta pela independência da Indonésia, o início da República Popular da china, o décimo aniversário da Revolução Popular Comunista, documentou a Rússia comunista (após a morte de Stalin) e a Revolução Popular Chinesa.




Revistas como a Life, Vogue e Harper's Bazaar contrataram-no para viajar o mundo e registrar imagens únicas. Da Europa aos Estados Unidos da América, da Índia à China, Bresson registrou os “instantes mágicos”. Tornou-se conhecido mundialmente por trabalhos publicados nas revistas Life e Paris-Match. Em 2000, estabeleceu a fundação que leva seu nome.

02 de agosto de 2004: morre com 95 anos, na cidade de Provença – na França – o famoso e mais conhecido “Pai do Fotojornalismo”. Seu nome figura ao lado dos grandes mestres da fotografia e sua linguagem e técnica continua a servir de inspiração às gerações de fotógrafos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Publicidade Consciente

Já se passou o tempo em que você recebia uma corrente de e-mail e encaminhava-a prontamente. Com a criação do Facebook, Orkut, Twitter e afins, a função dos endereços eletrônicos - como repasse de mensagens – entrou, praticamente, em desuso. Muitos de vocês abrem a caixa de entrada e ao depararem-se com correntes já as excluem. Mais alguns enviam-nas para spam.
Confesso que muitas vezes utilizei-me desses recursos. Entretanto, tem quem mande ainda e-mails com um teor informativo interessante e/ou importante. Foi então, que um dia desses recebi uma apresentação de slides com uma seleção de campanhas publicitárias do mundo todo que buscam a conscientização dos indivíduos sobre as mais variadas temáticas.

Algumas chamaram tanto a atenção e atingiram meu sentimentalismo, que resolvi compartilhar com vocês:












sábado, 2 de abril de 2011

Um rosto, uma paixão, uma personagem de HQ


Princesa em Roma, garota de programa em Nova York e até Cinderela em Paris. A atriz Audrey Hepburn encenou os mais variados papéis nas telonas. Foi ainda embaixatriz da Unicef, diva do estilista Givenchy e ícone para o mundo da moda. Todavia, você sabia que a atriz serviu de inspiração para a criação de um personagem de quadrinhos?


1998, cinco anos após a morte de Audrey, nascia a criminóloga Júlia Kendall. Publicada no Brasil pela editora Mythos, o gibi “J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga”, dá vida a uma jovem professora de criminologia da universidade fictícia de Garden City – em Nova Jersey - que auxilia a polícia local na resolução de crimes.
O rosto da personagem foi inspirado no da queridinha Audrey Hepburn, uma paixão – desde garoto – do roteirista italiano Giancarlo Berardi.
O roteirista de 60 anos, criou Júlia para ser uma heroína diferente do habitual nos HQ’s: ela não tem superpoderes. Na realidade, Giancarlo nunca teve interesse por super-heróis. O roteirista acredita muito mais no heroísmo de um pai de família, com três ou quatro filhos, que se sacrifica e abre mão de tudo para mantê-los bem, dar os estudos e ajudá-los a construir um futuro. Segundo ele, suas histórias giram em torno desse tipo de herói.
Para criar a trama do HQ, ele trabalhou durante quatro anos estudando os personagens. “A criação de um personagem precisa ser estudada, principalmente quando se trata de uma temática bastante abordada no mundo literário, como é o romance policial. Deve-se também ficar atento e captar idéias, diálogos e as situações do dia-a-dia com muito cuidado. Sem esquecer, é claro, do saudável hábito de se acompanhar nos jornais e telejornais o que se passa no mundo”, explica.


(O HQ possui 132 páginas, escritas por Berardi – foto - e colaboradores, recheadas de tramas policiais e de influências e profundidade)

Caraminholas


Não deixe-me aqui com caraminholas na cabeça. Quando eu mais precisar, segure a minha mão e leve-a de encontro a tua. Não esqueça-se de dizer o quanto me ama e quais os motivos para tal sentimento. Escreva uma carta enumerando-os. Ligue sem motivo aparente, apenas com a pretensão de desejar-me um bom dia.  E nunca, mas nunca procure entender o que se passa em minha mente. Não se chateie com meus descompassos e mudanças de humor. Somente lembre-se de uma coisa: você e eu – eu e você.

Poderá Gostar também:

Related Posts with Thumbnails