terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Desculpa a sinceridade"


Ao som de “Oh Anna Juliaaaa”, a banda Los Hermanos estourou nas paradas de sucesso em 1999. Posteriormente, o grupo continuaria a lançar CDs aclamados pela crítica e a fazer sucesso no cenário nacional.

O vídeo abaixo com Rodrigo Amarante - baixo, guitarra, tamborim e voz do conjunto - foi realizado em uma coletiva de imprensa no Festival de Inverno de Vitória da Conquista em 2006. Apesar da entrevista ser antiga, as críticas levantadas sobre falhas do jornalismo brasileiro inquietam qualquer graduando de Comunicação Social ou profissional da área.

Seja pela falta de informação acessível, ou pelo tempo reduzido e corre-corre na redação, não existe desculpa alguma para um repórter insistir em uma pergunta pelo simples fato da mesma gerar polêmica e deixar o entrevistado em maus lençóis.

Rodrigo Amarante critica e discorre um pouco sobre o real papel do jornalista no vídeo abaixo. Confira!



Curiosidade: Rodrigo Amarantes estudou Jornalismo na PUC-RJ onde acabou por conhecer Marcelo Camelo e Rodrigo Barba. Mais tarde ele se tornaria um novo membro da banda Los Hermanos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Instituto Certus de Pesquisa

                                    

Diretor do Instituto Certus conversa um pouco sobre consultoria e pesquisa estatística

Mardone Cavalcante França, 63 anos, graduado em Estatística pela Universidade Federal do Ceará, possui especialização em Estatística Econômica e Social; mestrado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP) e doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Atualmente, Mardone França é professor do Departamento de Estatística e vice-chefe do Departamento de Ciências Atuariais na UFRN. Além do mundo acadêmico, o cearense atua no mercado com consultoria e pesquisa na área de pesquisa de opinião pública.
Diretor-chefe da Certus Pesquisa e Consultoria, Mardone conta um pouco para gente a história da sua empresa no Rio Grande do Norte, explica a importância das empresas de consultoria estatística e como funciona o processo de pesquisa de opinião. Em ano de eleição para prefeito e vereador, o professor opina também sobre a influência das pesquisas de opinião na hora do eleitor escolher seu candidato.

Silvia Correia: Como e quando surgiu a Certus Pesquisa e Consultoria?
Mardone França: Tudo surgiu por demanda. Ao chegar a Natal, percebi que naquela época, anos 1980, a cidade não tinha nenhuma empresa nessa área de pesquisa e consultoria estatística.  Juntamente com um colega, montamos a Axioma. Mais a frente a sociedade foi dissolvida e meu sócio ficou com o nome. Posteriormente, montei uma empresa chamada Escala, que funcionou por um tempo sob minha orientação. Porém, segundo o IRP (Instituto de Registro e Patente) já existia no Brasil uma empresa com esse nome. Então, o nome foi mudado para Certus, que vem do latim e quer dizer “aquilo que é certo”. E essa denominação explica bem a proposta da empresa que é fazer pesquisa, colher informações e dados corretos.

SC: Como se dá o processo de análise e consultoria estatística?
MF: O cliente apresenta a problemática. A partir da instituição e/ou produto de análise é que determinamos o perfil do público que será entrevistado. Então, montamos um questionário que tem por objetivo responder as dúvidas do cliente sobre o negócio. Essas informações são escolhidas de forma técnica. Escolhe-se uma amostra – selecionada aleatoriamente – que é aplicada na população. Com isso, se obtém os questionários que passarão por um processamento de dados, analisados estatisticamente. É a partir disso que os relatório serão montados e informações serão geradas, analisadas e apresentadas ao cliente.

SC: Quais os tipos de pesquisas oferecidas pela Certus?
MF: Trabalhamos com Pesquisa de Opinião Pública, que se divide em: pesquisa de mercado; eleitoral, de avaliação institucional e socioeconômica.

SC: As pesquisas eleitorais servem de instrumento de influencia da opinião pública?
MF: Hoje em dia não se faz mais campanha sem pesquisa eleitoral, sem essa busca de informação e aprovação ou desaprovação de um possível candidato. Elas influenciam somente o ânimo de um aspirante a prefeito ou vereador, por exemplo. Se esse candidato não vai bem nas pesquisas, o ânimo desaparece e sua militância e financiadores acabam por deixar de lado o apoio dedicado anteriormente. Ou seja, as pesquisas influenciam essa dimensão: a das pessoas ligadas diretamente à dinâmica de uma campanha. Mas o eleitor, em si, há muita controvérsia e nada é provado se influencia muito ou pouco.

Profissionais do Risco



Multidisciplinaridade do curso Ciências Atuariais aumenta vantagem competitiva e abre portas para atuação do profissional nas mais variadas áreas

O acontecimento de eventos indesejáveis é algo que corremos o risco de vivenciar a todo instante. No ramo empresarial, um dos principais desafios para as corporações é ter uma boa gestão de riscos. Em alguns setores, prever o futuro também é decisivo para o sucesso de uma empresa. Toda essa prática da análise cotidiana do risco é objeto de estudo do curso Ciências Atuariais.
A graduação, oferecida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no turno da noite, conta com 30 vagas anuais no vestibular, 10 pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e 15 vagas semestrais para egressos de Ciência e Tecnologia. Um prato cheio para quem é apaixonado pela matemática, o curso abrange disciplinas de: cálculo numérico; economia; estatística; contabilidade e matemática financeira, além de possuir noções de direito, administração e marketing.
“O cientista atuarial é um profissional que trabalha com modelos estatísticos aplicados às finanças. Então, necessariamente é preciso que ele tenha um bom embasamento de estatística, em especial seguro; previdência, capitalização e análise de investimentos”. É o que explica Antônio Hermes, 27 anos, professor de Ciências Atuariais na UFRN. Toda essa multidisciplinaridade e variedade de áreas de atuação coloca o futuro atuário em vantagem competitiva no mercado em relação aos demais profissionais. É o que enfatiza o estudante do 5º período de Ciências Atuariais, Maickel Ewerson Batista.
Regulamentada no Brasil em 1969, a profissão ainda é pouco conhecida. Segundo o Instituto Brasileiro de Atuária, apenas três mil pessoas exercem essa função no mercado brasileiro e 45 mil em todo o mundo. Entretanto, o mercado de trabalho para o bacharel em Ciências Atuariais tem crescido. Além de concursos, existe a possibilidade de colocação profissional em prefeituras de todo o país, já que os municípios necessitam ter seu próprio regime de previdência. Na UFRN, essa oportunidade começa a se encaminhar com o projeto iniciado agora no início de 2012. Criado por professores do Departamento de Estatística e Ciências Atuariais da UFRN, o projeto visa implantar um regime próprio de previdência social no Rio Grande do Norte.  
Com um salário de varia de 2.000 a 20.000, o setor privado desse profissional possui um leque de opções. As melhores oportunidades estão nas companhias de seguros, entidades abertas de previdência complementar, operadoras de plano de saúde e empresas de capitalização. Outra área de atuação desse profissional é o ramo da consultoria estatística, que se propõe a resolver, auxiliar e analisar problemas de empresas e instituições, como esclarece Mardone Cavalcante França, professor do Departamento de Estatística e Diretor da Certus Pesquisa e Consultoria – empresa pioneira no Rio Grande do Norte no ramo da pesquisa e consultoria. 

domingo, 6 de novembro de 2011

O fotógrafo do momento explosivo

Cada artista possui sua peculiaridade e esquisitice. Inovar. Essa é a palavra de ordem para qualquer bom artista. No caso dos fotógrafos, para a reprodução de uma foto de qualidade basta apenas disparar a câmera no momento certo. Entretanto, para o fotógrafo americano Alan Sailer, 56 anos, este processo é levado ao pé da letra.

Especialista em fotografia de alta velocidade, Sailer, desenvolveu um mecanismo em que a sincronia entre uma pistola de ar comprimido + uma câmera Nikon D40 registra o exato momento de impacto nos objetos.
Para o processo, o artista explica que diminui o tempo de exposição do flash de um milésimo de segundo para um milionésimo para que, assim, seja possível capturar a imagem em câmera lenta. “A preparação é muito interessante. Leva-se muito tempo para posicionar o objeto e programar a câmera. Um segundo depois acabou. Se você tem a foto, maravilhoso. Do contrário, o que resta é a bagunça para limpar”, afirma Sailer.

O estúdio, onde é exercitada a técnica, fica na garagem da casa do artista e é um local extremamente bagunçado, como explica Sailer: “Explodir esses objetos faz muita sujeira. Eu gasto o mesmo tempo para limpar e para fotografar”.

Apesar de ser uma técnica perigosa, Alan Sailer se protege com a utilização de óculos protetores todo o tempo. “Até hoje, só me machuquei com estilhaços de vidro”, conta o fotógrafo.

Mas e como o trabalho do fotógrafo Alan Sailer ficou famoso? Através do compartilhamento de seu Flickr na internet. Algum internauta achou o site e publicou em sua rede social. Com isso, o número de visualizações das páginas cresceu e centenas de emails começaram a chegar para Sailer, inclusive de jornais e revistas.

Confira abaixo algumas das fotos do fotógrafo do momento explosivo:






 Para conhecer mais um pouco do trabalho de Alan Sailer, acesse: http://tinyurl.com/co58d8

sábado, 29 de outubro de 2011

Sustentabilidade: a nova tendência

Curso de Engenharia Têxtil da UFRN apresenta estande na CIENTEC 2011 sobre customização de roupas

Descarte rápido de peças mais substituição por novas tendências de estação em estação são algumas das premissas do Mundo da Moda. Porém, você já parou para pensar que moda e conservação do meio ambiente podem andar de mãos dadas?

Com a temática “Inovação para o desenvolvimento sustentável”, a 17ª edição da Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) contou com diversas estandes de pesquisas universitárias sobre a pauta sustentabilidade. Entre elas, localizada no Pavilhão III da feira, estava a estande RECICLANDO MODA das estudantes do curso de Engenharia Têxtil.

O objetivo do projeto foi simples: fazer com que os visitantes refletissem sobre o processo de fabricação das vestimentas e promover, assim, o ‘consumo sustentável’. “As pessoas nunca param para se perguntar quanto tempo a roupa que usam vai durar. Ao ser jogada fora, dependendo do material de composição, ela poderá demorar anos para se decompor. Por que então, ao invés de descartar as peças de roupa, não incentivamos e ensinamos sobre a importância da customização?”, afirma Érica Batista, 23 anos, estudante do quarto período de Engenharia Têxtil e participante do projeto.

Érica Batista, 23 anos
Entretanto, compor um visual para muitos dos consumidores não é nada fácil. Muito menos escolher e saber combinar as peças exatas de roupa. Então, o que é necessário para aprender a dar aquele up no look e transformar peças - que já não fazem mais parte da alta estação - em algo prático, bonito e usável no dia-a-dia? Observar looks, degustar blogs de moda e abusar da criatividade, como explica Érica, é a receita perfeita para um guarda roupa fashion e sustentável.


Cinco dicas para deixar seu guarda roupa verde:

1)      Planeje antes de comprar. Não compre por impulso;
2)      Ame suas roupas. Cuide-as com carinho. Defeitos provocados por “acidentes” podem ser reparados;
3)      Evite lavagem a seco. Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena;
4)      Encontre uma nova utilidade. Reciclar não é somente reaproveitar. Seja criativo, inspire-se no mundo a sua volta e aproveite o que já existe para reinventar;
5)      Escolha roupas éticas. Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O fotógrafo do "momento decisivo"

HISTÓRIA
22 de agosto de 1908: nascia em Chanteloup, França, aquele que mais tarde ficaria conhecido como um dos pais da fotografia moderna e do fotojornalismo - o repórter, fotógrafo e artista Henri Cartier Bresson.

Descendente de família burguesa parisiense, Bresson cresceu em meio a um ambiente afortunado. Quando criança, o pequeno Henri ganhou sua primeira câmera fotográfica, uma Box Brownie, com a qual produziu inúmeros instantâneos. Esse acesso facilitado às novidades tecnológicas acabou por gerar uma obsessão no menino pelas imagens.

Em 1931, aos 22 anos, Cartier-Bresson viajou à África, onde passou um ano como caçador. Entretanto, uma doença tropical obrigou-o a retornar à França. Foi neste período, durante uma viagem a Marselha, que ele descobriu verdadeiramente a fotografia, inspirado por uma fotografia do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo. 
por: Martin Munkacsi
Nesse meio tempo, ele comprou uma câmera portátil da marca Krauss. Contudo, a sua paixão pela arte de fotografar tornou-se latente ao ser apresentado a mais famosa câmera alemã: a Leica. Foi amor à primeira vista. A partir desse dia, o fotógrafo e a máquina seriam como unha e cutícula. “Desde que a encontrei, jamais me separei dela”, disse uma vez - em entrevista - Cartier Bresson.
“O papel do fotógrafo é documentar e para isso o necessário é uma câmera eficiente e intuição”, disse Bresson. Por outro lado, muito mais que a finalidade da reportagem de retratar o momento histórico, suas fotografias encantaram também pela beleza e originalidade. Suas fotos podem não ser espetaculares, mas certamente são lindas e verdadeiras. Em seu livro “Os europeus”, chama a atenção: “Os fotógrafos não fazem mais do que mostrar as agulhas do relógio, mas eles escolhem os seus instantes”.

Em 1932, ele iniciou sua carreira fotográfica, tornando-se o mais influente fotojornalista de sua época, desenvolvendo um estilo definido como a busca pelo “momento decisivo” ou “instante mágico”.
Para ele é o momento decisivo que expressa a essência de uma situação. Por isso, nunca realizou nenhum tipo de retoque ou manipulação de suas imagens.

("O Momento Decisivo" foi, inclusive o nome do seu primeiro Grande Livro: "The Decisive Moment" em 1952).

Sua contribuição para a reportagem é inegável, mas foi fotografando cenas cotidianas durante o período de 1930 a 1960 que sua fama se consolidou.





Cartier serviu ao exército fracês na Segunda Guerra Mundial, onde foi preso pelos nazistas e participou da Resistência Francesa. E em 1947, quando a paz foi estabelecida, o repórter fundou a agência fotográfica de fotojornalismo “Magnum”, em parceria com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour. Esse foi o período do desenvolvimento da sofisticação do seu trabalho.

A MAGNUM


A agência de fotografia continua no mercado até hoje. No site, podemos encontrar a seguinte frase de Bresson: “Magnum é uma comunidade de pensamento, de uma qualidade humana compartilhada, a curiosidade sobre o que está acontecendo no mundo um respeito pelo que está acontecendo e um desejo de transcrevê-lo visualmente".

Vídeo com as mais famosas fotos da Magnum:



Em 1966, por motivos pessoais, Bresson retirou-se da Magnum, mas permitiu que a Agência continuasse a distribuir suas fotos.

CARREIRA

Bresson fotografou eventos importantes da história mundial, entre eles: a morte de Gandhi, a China nos últimos meses do Kuomitang, a luta pela independência da Indonésia, o início da República Popular da china, o décimo aniversário da Revolução Popular Comunista, documentou a Rússia comunista (após a morte de Stalin) e a Revolução Popular Chinesa.




Revistas como a Life, Vogue e Harper's Bazaar contrataram-no para viajar o mundo e registrar imagens únicas. Da Europa aos Estados Unidos da América, da Índia à China, Bresson registrou os “instantes mágicos”. Tornou-se conhecido mundialmente por trabalhos publicados nas revistas Life e Paris-Match. Em 2000, estabeleceu a fundação que leva seu nome.

02 de agosto de 2004: morre com 95 anos, na cidade de Provença – na França – o famoso e mais conhecido “Pai do Fotojornalismo”. Seu nome figura ao lado dos grandes mestres da fotografia e sua linguagem e técnica continua a servir de inspiração às gerações de fotógrafos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Publicidade Consciente

Já se passou o tempo em que você recebia uma corrente de e-mail e encaminhava-a prontamente. Com a criação do Facebook, Orkut, Twitter e afins, a função dos endereços eletrônicos - como repasse de mensagens – entrou, praticamente, em desuso. Muitos de vocês abrem a caixa de entrada e ao depararem-se com correntes já as excluem. Mais alguns enviam-nas para spam.
Confesso que muitas vezes utilizei-me desses recursos. Entretanto, tem quem mande ainda e-mails com um teor informativo interessante e/ou importante. Foi então, que um dia desses recebi uma apresentação de slides com uma seleção de campanhas publicitárias do mundo todo que buscam a conscientização dos indivíduos sobre as mais variadas temáticas.

Algumas chamaram tanto a atenção e atingiram meu sentimentalismo, que resolvi compartilhar com vocês:












sábado, 2 de abril de 2011

Um rosto, uma paixão, uma personagem de HQ


Princesa em Roma, garota de programa em Nova York e até Cinderela em Paris. A atriz Audrey Hepburn encenou os mais variados papéis nas telonas. Foi ainda embaixatriz da Unicef, diva do estilista Givenchy e ícone para o mundo da moda. Todavia, você sabia que a atriz serviu de inspiração para a criação de um personagem de quadrinhos?


1998, cinco anos após a morte de Audrey, nascia a criminóloga Júlia Kendall. Publicada no Brasil pela editora Mythos, o gibi “J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga”, dá vida a uma jovem professora de criminologia da universidade fictícia de Garden City – em Nova Jersey - que auxilia a polícia local na resolução de crimes.
O rosto da personagem foi inspirado no da queridinha Audrey Hepburn, uma paixão – desde garoto – do roteirista italiano Giancarlo Berardi.
O roteirista de 60 anos, criou Júlia para ser uma heroína diferente do habitual nos HQ’s: ela não tem superpoderes. Na realidade, Giancarlo nunca teve interesse por super-heróis. O roteirista acredita muito mais no heroísmo de um pai de família, com três ou quatro filhos, que se sacrifica e abre mão de tudo para mantê-los bem, dar os estudos e ajudá-los a construir um futuro. Segundo ele, suas histórias giram em torno desse tipo de herói.
Para criar a trama do HQ, ele trabalhou durante quatro anos estudando os personagens. “A criação de um personagem precisa ser estudada, principalmente quando se trata de uma temática bastante abordada no mundo literário, como é o romance policial. Deve-se também ficar atento e captar idéias, diálogos e as situações do dia-a-dia com muito cuidado. Sem esquecer, é claro, do saudável hábito de se acompanhar nos jornais e telejornais o que se passa no mundo”, explica.


(O HQ possui 132 páginas, escritas por Berardi – foto - e colaboradores, recheadas de tramas policiais e de influências e profundidade)

Caraminholas


Não deixe-me aqui com caraminholas na cabeça. Quando eu mais precisar, segure a minha mão e leve-a de encontro a tua. Não esqueça-se de dizer o quanto me ama e quais os motivos para tal sentimento. Escreva uma carta enumerando-os. Ligue sem motivo aparente, apenas com a pretensão de desejar-me um bom dia.  E nunca, mas nunca procure entender o que se passa em minha mente. Não se chateie com meus descompassos e mudanças de humor. Somente lembre-se de uma coisa: você e eu – eu e você.

Uns trocados, um adeus e um pouco de reflexão


15 de março de 2011. Falece - vítima de câncer - o esposo de Sônia Maria Siqueira (50 anos), educadora da Creche Nossa Senhora da Esperança.

29 de março de 2011. Um enfarte inesperado acomete a educadora Sônia. Os médicos do Hospital Walfredo Gurgel (Natal/RN) decretam “falência cerebral”, como informou Cira - filha da professora. Como se não bastasse a tristeza de ter deixado o marido morrer à míngua, a depressão e o processo de definhamento tomaram conta de Sônia.

02 de abril de 2011. Morre às 10 horas do dia de hoje, a funcionária do MEIOS (Movimento Estadual de Integração e Orientação Social), Sônia Siqueira. A professora, assim como duas mil pessoas, estava sem receber seu salário desde outubro do ano passado.

Com a esperança no coração de ainda receber os atrasados – como prometera o governo do Estado - essa mãe de seis filhos e viúva, saía todos os dias de sua casa no Bairro do Bom Pastor e encaminhava-se a uma agência do Banco do Brasil para sacar o extrato de sua conta bancária. Sem sucesso. Triste ilusão.

Para Sônia, agora não importa mais se receberá seus trocados ou não. Não pôde aliviar a dor do marido, não poderá usufruir do seu direito de educadora infantil e cidadã, não poderá mais cuidar de seu filho portador de necessidades especiais. O que resta? Talvez um simples adeus e uma parcela de alívio para os filhos que herdaram a despesa do funeral do pai. Se é que irão receber esse dinheiro que custou a vida de sua mãe.

Será que nossos políticos irão esperar até mais uma pessoa morrer para resolverem pagar os salários atrasados dos funcionários do MEIOS? Será que a história de Sônia e o esfacelamento de sua família não serve para um pouco de reflexão?

(via blog da jornalista Thaisa Galvão: http://tinyurl.com/3zg6nwq)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

April Fool's Day

06h45min. O barulho de um casal de rouxinóis me desperta. Mal havia acabado de escovar os dentes, quando o celular tocou.


- Ring, ring:
♫ “Seems like everybody's got a price | I wonder how they sleep at night | When the sale comes first | And the truth comes second | Just stop for a minute and | Smile”.

Era o Anderson. Pelo tom de sua voz, alguma coisa terrível tinha acontecido. Fiquei sabendo que meu amigo poderia estar prestes a perder um de seus maiores bens. Meu confidente de infância não quis entrar em mais detalhes por telefone e pediu que fosse ao seu encontro, onde ele poderia explicar melhor.

Acabada a ligação, parei na sacada do apartamento, ainda preocupada, e observei o que se passava lá fora. O movimento das ruas daquela manhã era intenso.

Como o meu encontro com o Anderson seria na lanchonete mais próxima de casa, optei por colocar um vestidinho branco - simples -  um brinco de bola com a mesma tonalidade e uma rasteira creme. Cabelos soltos ao vento, fui andando ao encontro do meu aflito amigo.

Já sentada na mesa, vi de longe meu amigo que trazia um inexplicável sorriso nos lábios. lá Ao me ver, foi até minha direção, sentou-se na cadeira e segurou minhas mãos. Eu surpresa:
- Menino, que sorriso é esse? E o bem tão precioso que você está para perder?

Ele ainda com aquela cara sapeca falou: “O meu bem precioso é sua amizade, e tive medo de perdê-la ao pregar-lhe essa piadinha de primeiro de abril.

¬¬

Inesperadamente, puxou-me para mais perto e lascou-me uma beijokita.


Naquele dia cheguei à conclusão: o Anderson era um mentiroso.
Tá bom, tá bom. E um lindo também. Confesso.

.

.

.

Pois é, estamos sujeitos a esses tipos de brincadeiras que, como a da estória pode ser legal e até bonitinha, mas que geralmente são de muito mau gosto.

Mas e você?
Já parou para se perguntar
quando começaram
essas piadinhas de 1º de abril?
Sabe a origem dessa data pelo mundo a fora?
Não? Pois confira abaixo!



Origem do 1º de Abril


Existem as mais variadas explicações para o 1º de abril  ser considerado o Dia da Mentira. Uma delas diz que a brincadeira começou na França.

Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março e a data marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1º de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day, "Dia dos Tolos (de Abril)"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.



[ Via Blog do Hugo Sérgio (http://hugo.sergio03.zip.net/) - adaptado ]

Headband

O Hairband (acessório de cabelo), mais conhecido pelo nome de Headband (acessório de cabeça), fez sucesso entre as participantes femininas dessa 11ª edição do Big Brother Brasil. Maria, Jaqueline e Janaína se aproveitaram do look em diversas ocasiões.

Jaqueline, Janaína e Maria


Maaaaas... O que é Headband?

É uma espécie de arco que é colocada por cima do cabelo e tem um toque hippie e indígena. Todavia, o acessório pode ser mais clean e proporcionar um visual mais jovem e retrô, como o da personagem Blair -  do seriado Gossip girl - interpretado pela atriz Leighton Meester, cansou de esbanjar para nós.



Quando surgiu?

Esse acessório surgiu na Grécia antiga e foi utilizado para nomear os cidadãos em ocasiões especiais e eventos importantes. Os romanos também o usavam decorados com ouro e prata.

Somente por volta dos anos 60 e 70 que o Headband atingiu o seu auge e fez a cabeça de homens e mulheres. O movimento hippie foi o grande responsável por esse acontecimento. Está aí o tom hippie que o acessório provoca no look.



Confira abaixo fotos de alguns estilos de Headband:
1) Fininho e arrumado:

2) Lenço:


3) Fino e simples:
(Taylor Swift, cantora)
 4) Trançada:

 5) Étnica:


6) De materiais diferentes:
 
(Nicole Richie, Lily Allen, Micha Barton, Taylor Swift)


7) Trançada natural:



E agora, José?
Eu já aderi a nova tendência. E você?
Os Headbands fizeram sua cabeça?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A História das Coisas

Já parou para pensar que cuidando do Planeta Terra estamos cuidando de nós mesmos? Essa pauta da SUSTENTABILIDADE não sai mais da mídia, escolas e universidades. Está em todos os lugares, mas parece que as pessoas continuam sem se preocupar com o futuro que deixaremos para as próximas gerações.

O documentário Story of Stuff é um belo propagador [ e um dos melhores ] da temática sustentabilidade. Criado em 2008 pelo projeto de mesmo nome, o vídeo traz a guru ambiental Annie Leonard. Ela conta pra gente uma historinha sobre como funciona o sistema linear do capitalismo e como o jogo de interesses dos agentes hegemônicos do modelo de produção capitalista acaba por dissociar os problemas ambientais do nosso planeta.

Confira!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Uma Inspiração muda tudo

O Flash Mob – aquela reunião de um grupo de pessoas que se agrupam em um lugar público para realizarem um ato incomum e sem sentido por um breve tempo e logo depois se dispersam rapidamente - está se tornando cada vez mais popular em todo o mundo, sem contar que criativo também. Entretanto, e se ele fosse utilizado para passar uma mensagem maior? Ou alegrar o seu dia?

Trânsito parado. Pessoas impossibilitadas de chegarem aos seus destinos. Preocupações. Caras fechadas. Até que de repente escuta-se na rádio: “Neste momento milhões de pessoas estão no carro escutando o rádio. Todas sérias, sonolentas. Até que uma inspiração muda tudo. Convidamos você a sorrir para o motorista do carro ao lado. Se ele estiver ouvindo isso, ele vai sorrir de volta”.

Essa ação inovadora, de deixar a rotina dos brasileiros mais leve, foi realizada pela empresa Brastemp – em São Paulo - através de 11 estações de rádios. As rádios transmitiram simultaneamente o spot SORRISO.

Além de atravessar o oceano e chegar a Portugal, a campanha ganhou a premiação de Melhor Vídeo Online no Croquette Awards 2010 (importante e único festival de Marketing de Guerrilha e Viral).





Faça a diferença você também e tweet um SORRISO. :D

Pensamento flutuante

E meu pensamento flutuou até você bem de leve. Foi sem motivo algum aparente. Por um instante parecia que estava revivendo todo aquele momento mais uma vez. Todavia, o barulho do ônibus passando foi como um baque que me fez voltar para a realidade. Eram apenas lembranças. BOAS lembranças.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tempo

Quanto mais passa o tempo, mais conhecemos as pessoas e percebermos claramente o sacrifício que cada uma é capaz de fazer para ficar com a gente. E essa regra não equivale apenas para os outros. Quanto mais passam os milésimos, segundos e minutos, cai a ficha de como os sentimentos mudam e evoluem. Com isso, passamos a entender o sacrifício que TAMBÉM somos capazes de realizar para estarmos perto de quem gostamos.

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